A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que parte da bilheteria arrecadada no próximo show do humorista Dilson Alves da Silva Neto, Nego Di, fosse retida para o pagamento de uma dívida judicial estipulada em R$7.266,40. O evento estava previsto para acontecer no próximo dia 14 de março, em Biguaçu, Santa Catarina.A decisão da juíza de Direito Rosália Huyer está relacionada a um cumprimento de sentença movido por Thiago Simões Lisboa contra o comediante e a empresa Casa Dus Guris Comércio de Bebidas Ltda.No despacho, a magistrada explicou que a constrição do faturamento foi adotada após diversas tentativas frustradas de bloqueio de patrimônio por meios convencionais. Leia Mais Léo Lins não é o primeiro humorista condenado por piadas; relembre casos Caso Nego Di: testemunhas são ouvidas em audiência sobre rifas ilegais MPRS denuncia Nego Di por descumprimento de medidas protetivas contra ex Para efetivar o bloqueio, a plataforma de vendas de ingressos responsável pelo show foi intimada a realizar a reserva do valor em um prazo de cinco dias úteis.A empresa foi proibida de repassar a quantia a Nego Di e deverá efetuar o depósito em uma conta judicial vinculada ao processo, além de prestar contas ao juízo sobre o saldo total de ingressos comercializados para o evento.“Diário Di um ex detento”: entenda o caso do humoristaImpedido de utilizar as redes sociais por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o humorista tem contado com a esposa para divulgar sua agenda profissional.Nego Di tem promovido o espetáculo “Diário Di um ex detento”, em que transforma em roteiro de comédia a sua experiência nos meses em que esteve na Pecan (Penitenciária Estadual de Canoas), no Rio Grande do Sul.A prisão preventiva do influenciador ocorreu em julho de 2024. Posteriormente, ele foi condenado a mais de 11 anos de reclusão por crimes de estelionato ligados à loja virtual “Tadizuera”.O esquema consistia em vender produtos muito abaixo do preço de mercado sem nunca entregar as mercadorias aos consumidores. A apuração da Polícia Civil apontou que o golpe lesou cerca de 370 pessoas.O humorista cumpre liberdade provisória desde novembro de 2024 e, mediante autorização da Justiça gaúcha, mudou-se para uma área nobre de Palhoça, em Santa Catarina.Para manter o benefício, o comediante precisa cumprir medidas cautelares, que incluem, além do banimento das redes sociais, a obrigatoriedade de comunicar o Juízo previamente sobre quaisquer deslocamentos para fora de seu domicílio. *Sob supervisão de Pedro Osorio