Autora de estudo da polilaminina admite erros e prepara nova versão, diz portal

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A pesquisadora Tatiana Sampaio, que lidera estudos sobre a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou que pretende revisar o artigo que descreve os primeiros testes em humanos. Segundo informações publicadas pelo portal g1, ela disse que o trabalho passará por uma revisão geral e mudanças na forma de apresentar os resultados.A cientista reconheceu na entrevista ao portal que a versão inicial do estudo, divulgada como pré-print, tinha problemas de redação e de organização das informações. O pré-print é uma versão preliminar de um artigo científico disponibilizada publicamente antes de passar pelo processo formal de revisão por pares.Leia tambémComo funciona o cérebro de um idoso extremamente lúcido?O cérebro em envelhecimento tem capacidades não reconhecidas anteriormenteO estudo reúne cerca de duas décadas de pesquisas conduzidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A investigação já incluiu experimentos em animais e uma etapa com oito pacientes humanos iniciada em 2018.A reportagem do g1 ressalta que a pesquisa ganhou grande repercussão no início de 2026, quando Tatiana passou a conceder entrevistas ao lado de Bruno Drummond, um dos participantes do estudo que sofreu lesão medular e voltou a andar após receber o medicamento. A divulgação nas redes sociais ampliou o alcance da história, mas também trouxe questionamentos de outros pesquisadores.Entre as críticas mencionadas pelo g1 estão dúvidas sobre a consistência de alguns dados e sobre a interpretação dos resultados, já que não seria possível separar o efeito da polilaminina de outras intervenções realizadas nos pacientes, como cirurgia e fisioterapia intensiva. A pesquisadora reconheceu em entrevista ao portal que houve pelo menos um erro em um gráfico sobre um paciente e disse que a informação será corrigida. Tatiana negou, no entanto, que as mudanças previstas serão feitas devido às críticas.Leia também: Polilaminina: saiba tudo sobre o tratamento promissor para lesões na medulaSegundo relatado pelo g1, uma versão revisada do trabalho chegou a ser enviada a revistas científicas, incluindo publicações do grupo Springer Nature e o Journal of Neurosurgery, mas não foi aceita. A pesquisadora afirmou ao portal que agora prepara uma nova versão para tentar publicar o estudo, enquanto especialistas ainda apontam a necessidade de ensaios clínicos mais amplos para comprovar a segurança e a eficácia da polilaminina.O que é a polilaminina?A polilaminina é uma forma organizada de uma proteína que já existe no corpo humano: a laminina. Essa proteína ajuda a sustentar e estruturar as células, especialmente no sistema nervoso. Com o passar dos anos, sua presença no organismo diminui, e isso pode influenciar a capacidade de regeneração dos tecidos.Leia mais: Polilaminina: corte de verbas levou a perda de patente internacional, diz cientistaComo ela age no organismo?Quando a medula sofre uma lesão, o problema não termina no momento do trauma. O local fica inflamado, forma cicatriz e cria uma barreira que dificulta o crescimento das fibras nervosas.A ideia da polilaminina é tentar melhorar esse ambiente. Nos estudos com animais, ela ajudou a estimular o crescimento de fibras nervosas e a reduzir parte da inflamação que atrapalha a recuperação.Em outras palavras: em vez de substituir a medula ou “reconstruir” o que foi perdido, a substância tenta dar melhores condições para que o próprio organismo consiga reorganizar conexões.The post Autora de estudo da polilaminina admite erros e prepara nova versão, diz portal appeared first on InfoMoney.