O objetivo e o desafio da XP Asset Management no médio prazo é ampliar sua grade de produtos no exterior, afirma o novo CEO da gestora, Leandro Bousquet. A afirmação foi feita em um evento da Blue3 Investimentos para assessores realizado neste sábado (7) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.Bousquet assumiu a cadeira na última segunda-feira (2), após ter deixado a chefia de real state e crédito da Vinci Compass em meados de 2025 e cumprido uma quarentena profissional.“A gente já começou a montar uma grade de produtos offshore, a gente quer ampliar essa grade”, disse ele sobre a asset, que tem atualmente R$ 255 bilhões sob gestão. “Agora em março, estamos triplicando de tamanho o nosso escritório em Miami.”Segundo Bousquet, o objetivo é “oferecer para os clientes brasileiros a melhor oferta de produtos offshore com a nossa curadoria”.Ainda sobre seu novo cargo, o executivo afirmou que seu objetivo é buscar “de forma obsessiva” o melhor retorno para os investidores. “Estou há uma semana no cargo e, quando olho para a empresa, vejo que precisamos entregar mais performance aos clientes.”Segundo o gestor, para se conseguir performance, são necessários três pilares principais:Pessoas;Processos (“À medida que você vai crescendo, você tem que garantir que o processo de investimento seja respeitado, principalmente para investimentos líquidos, estruturados.”);Produtos (“Ter os produtos adequados para o que cliente quer.”).Segundo ele, numa asset muito grande, como a sua atual, é um grande desafio remunerar os times objetivamente de acordo com seus resultados para atrair os melhores profissionais.A discussão central sobre a remuneração dos assessores de investimento gira em torno da transição do modelo de comissão por produto para o fee fixo, buscando maior transparência, alinhamento de interesses e redução de conflitos de interesse entre a empresa e o cliente. A XP Investimentos adota atualmente um modelo híbrido.* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos