O Ministério Público Federal (MPF) determinou nesta quinta-feira (5) a instauração de um inquérito civil para investigar “possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes” no reality show Big Brother Brasil 26.Segundo comunicado, a investigação do MPF nasce de “relatos de episódios convulsivos vivenciados pelo participante Henri Castelli durante uma prova de resistência” do programa.O órgão também chamou a atenção para uma dinâmica chamada “Quarto Branco”, onde participantes permaneceram confinados durante um longo período de tempo. A metodologia do quadro “guarda semelhança com práticas de tortura empregadas durante a ditadura civil-militar brasileira”, ressaltou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, em carta enviada ao MPF.Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, “as condições impostas pela produção expõem a saúde dos envolvidos a riscos desnecessários”.Em documento enviado ao MPF, a TV Globo afirmou que as gravações contam com acompanhamento médico permanente e que Castelli foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.O MPF, no entanto, manifestou que “a normalização do sofrimento alheio como forma de espetáculo é incompatível com os objetivos fundamentais da República de construir uma sociedade justa e solidária”.*Com informações de AFP Leia também BBB 26: Volta de Breno desestabiliza Jonas e faz 'brother' entrar em crise O Exilado: BBB 26 coloca participante para morar fora da casa BBB 26 bate recorde de expulsões e supera edição de 2023