Wolff diz que Fórmula 1 não é prioridade em meio à guerra no Oriente Médio

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O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou esperar que as etapas da Fórmula 1 no Bahrein e na Arábia Saudita sejam realizadas, mas reconheceu que o campeonato não é prioridade diante do conflito no Oriente Médio.Ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã levaram ao fechamento de aeroportos na região, incluindo no Bahrein, enquanto mísseis iranianos foram direcionados a capitais do Golfo.A Fórmula 1 informou que está monitorando a situação. O Bahrein está programado para receber a quarta etapa da temporada entre 10 e 12 de abril, enquanto a Arábia Saudita sediará a quinta corrida uma semana depois. Leia Mais Fórmula 1: horário e onde assistir ao Grande Prêmio da Austrália Wolff acusa rivais de pressionar a FIA por mudança nas regras dos motores Com guerra e caos aéreo, organizadores mantém o GP da Austrália “Antes de tudo, a Fórmula 1 acaba se tornando uma segunda prioridade”, disse Wolff em entrevista coletiva nesta sexta-feira (6), durante o Grande Prêmio da Austrália, que abre a temporada.“É um tema tão importante na região que imagino ser até difícil falar com os líderes locais e perguntar: ‘E o Grande Prêmio?’. Eu realmente espero que possamos correr. É realista pensar que correremos lá neste momento? Não tenho tanta certeza.”Fórmula 1 freta voos para GP da Austrália devido à guerra no Oriente Médio | CNN NOVO DIAWolff afirmou que cabe ao chefe da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e à entidade máxima do automobilismo, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), administrar a situação respeitando os desafios enfrentados atualmente por Bahrein e Arábia Saudita.“Minha impressão é que eu realmente espero que possamos correr… Mas, novamente, deixo para Stefano administrar essa situação”, acrescentou o dirigente austríaco.“Espero, de forma geral, que a situação melhore para que possamos voltar o mais rápido possível.”O chefe da equipe da Audi na Fórmula 1, Jonathan Wheatley, afirmou que a equipe acompanha atentamente o cenário geopolítico, mas seguirá as orientações da categoria.“No nosso esporte, uma semana é muito tempo”, disse Wheatley à Reuters em Melbourne. “Duas semanas é uma eternidade, então ainda parece muito cedo para especular se a corrida vai acontecer ou não.”A guerra no Oriente Médio também colocou em dúvida o Grande Prêmio do Catar de MotoGP. O chefe da categoria, Carmelo Ezpeleta, afirmou na quarta-feira que seria muito difícil realizar a corrida prevista para 10 a 12 de abril no circuito de Circuito Internacional de Lusail, nos arredores de Doha.O Campeonato Mundial de Endurance também cancelou sua corrida de abertura da temporada, que estava programada para acontecer no Catar entre 26 e 28 de março.Fórmula 1 2026: veja os carros e as equipes da nova temporada