Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram nesta quinta-feira (5), um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para transferir Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para um presídio federal de segurança máxima.A justificativa dos parlamentares é que a integridade física dos dois pode estar ameaçada. Ambos foram presos no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. O banqueiro voltou a ser preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante nova fase de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa.O pedido vem após Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, que também tinha sido preso, morrer sob custódia da Polícia Federal. Segundo o documento, o ocorrido “acende alerta quanto aos riscos que podem recair sobre pessoas diretamente vinculadas à estrutura investigada”.Eles argumentam que a solicitação não se dirige à defesa de qualquer investigado, mas à preservação da integridade da investigação e ao interesse público na completa apuração dos fatos.Segundo o texto de decisão da prisão de Vorcaro, assinado nesta quarta pelo ministro, Mourão era como um “ajudante” do dono do Banco Master e responsável por coletar informações sigilosas para o monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado ligado ao caso do Banco Master, o qual era chamado informalmente de “A Turma”.Neste contexto, Mourão organizava e executava ordens destinadas à identificação, localização, acompanhamento de pessoas e até mesmo ameaças aos que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master.Os investigados poderiam ser de qualquer âmbito, desde concorrentes empresariais, ex-empregados a jornalistas. A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, Mourão teria até obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.Caso MasterAs liquidações do Banco Master, decretadas pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro.O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN).Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.AjudaCaso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. Leia também Vorcaro deu relógio de luxo estimado em mais de R$150 mil a 'sócio' Defesa de Vorcaro pede ao STF 'provas objetivas' de prisão do banqueiro Flávio Bolsonaro passa por duas cirurgias em Brasília