Mapa de Risco: “Para o eleitor, a eleição ainda não começou”, diz cientista político

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O cientista político e sócio da Tendências Consultoria Rafael Cortez afirmou que ainda é cedo para interpretar movimentos nas pesquisas eleitorais como tendência consolidada para a disputa presidencial de 2026. A avaliação foi feita durante o programa Mapa de Risco, do InfoMoney, exibido nesta sexta-feira (6).Segundo ele, embora o debate político esteja intenso em Brasília, a eleição ainda não entrou de fato no radar da maioria dos eleitores. “A rigor, para o eleitor, a eleição ainda não começou”, afirmou.Na análise do especialista, isso significa que muitas respostas registradas nas pesquisas refletem o ambiente político do momento, influenciado por acontecimentos recentes e pelo noticiário.“Significa que o eleitor está reagindo a uma série de perguntas que é feita naquele momento da pesquisa. Às vezes tiramos conclusões muito fortes de movimentos muito conjunturais”, disse.Leia tambémCaso Master: Toffoli diz que não teve acesso a mensagens de Vorcaro durante relatoriaGabinete afirma que dados extraídos do celular do banqueiro chegaram ao STF apenas após André Mendonça assumir o processoEx-diretor do BC cooptado pelo Master vendeu fazenda a cunhado de Vorcaro por R$ 3 miNeves de Souza é apontado pelas investigações do Banco Central e da Polícia Federal como um “consultor informal” do Master dentro do BCPara Cortez, episódios recentes podem provocar oscilações pontuais na opinião pública. Entre eles estão investigações que atingem diferentes grupos políticos e dominam o debate nacional.“É possível que as próximas pesquisas captem algum movimento na margem a partir do caso Master ou a partir de outros eventos que aparecem”, afirmou.Cenários ainda distantes da disputa realO cientista político também destacou que muitas simulações feitas por institutos incluem candidatos que dificilmente estarão juntos na disputa final.“Os cenários que as pesquisas simulam hoje são cenários irreais. Imaginar que todos esses nomes estarão na disputa tem pouca chance de ocorrer”, afirmou.Ele citou como exemplo simulações que colocam simultaneamente nomes como Flávio Bolsonaro, Ratinho Junior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.Na avaliação do analista, a definição real da corrida eleitoral tende a ocorrer quando os candidatos estiverem oficialmente lançados e passarem a pedir votos diretamente ao eleitor.“Quem desaprova o governo provavelmente vai votar contra, mas quem vai aparecer na frente? Quem efetivamente vai pedir voto para ele? Essa definição ainda não existe”, afirmou.Segundo Cortez, a disputa tende a ganhar contornos mais claros apenas quando o cenário de candidaturas estiver definido e a campanha eleitoral entrar de fato na agenda do eleitorado.O Mapa de Risco, novo programa de política do InfoMoney, vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 5h da manhã, no YouTube e no seu tocador de podcast preferido.The post Mapa de Risco: “Para o eleitor, a eleição ainda não começou”, diz cientista político appeared first on InfoMoney.