O dólar perdeu força, depois de altas consecutivas, com a “surpresa” dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a disparada do petróleo em meio a escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2438, com queda de 0,82%. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "USDBRL", "USDBRL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "3d03064"} ); LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-seO movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,35%, aos 98,967 pontos.Na semana, o dólar acumulou valorização de 2,14% sobre o real. O que mexeu com o dólar hoje?O conflito no Irã completou uma semana sem expectativas de um acordo para o fim do conflito. Mas o que enfraqueceu o dólar ante as moedas globais foi o mercado de trabalho dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado.O relatório oficial de empregos norte-americano, o payroll, apontou o corte de 92 mil vagas de emprego em fevereiro, ante a expectativa de criação de 55 mil vagas no período. A taxa de desemprego também subiu de 4,3% para 4,4% no mês. Os dados de janeiro e dezembro também foram revisados para baixo.Em reação, o mercado passou precificar a retomada de corte nos juros pelo Fed a partir de julho, com uma redução inicial de 0,25 pontos-base. Antes do dado, a aposta majoritária era de que o Banco Central voltaria a adotar a política de afrouxamento monetária apenas em setembro.“Do ponto de vista de política monetária, o número mais fraco e as revisões negativas podem contribuir para reabrir espaço para cortes de juros, especialmente após uma semana em que o mercado havia reduzido significativamente essas apostas”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em nota.“Ainda assim, o cenário permanece marcado por elevada incerteza. A escalada do conflito envolvendo o Irã, com potencial impacto sobre preços de energia e inflação global, adiciona um novo elemento de risco ao ambiente macro, deixando o Federal Reserve diante de um quadro mais complexo entre sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho e possíveis pressões inflacionárias vindas do lado geopolítico”, acrescentou Shahini.Conflito no IrãEm uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que coordenou ataques ao país persa com Israel desde o último sábado (28), exigiu a “rendição incondicional” do Irã.“Não haverá acordo com o Irã, a não ser que haja RENDIÇÃO INCONDICIONAL!”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social Truth nesta sexta-feira. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito. Em mensagem enviada via Telegram, ele não especificou as nações envolvidas.A Casa Branca também afirmou que os Estados Unidos têm estoques de armas suficientes para atender às necessidades operacionais relacionadas ao conflito no Irã. Em entrevista coletiva, a porta-voz Karoline Leavitt ainda disse que o país “está bem encaminhado” para controlar o espaço aéreo iraniano.Segundo ela, “os objetivos” dos EUA na região serão alcançados “entre quatro a seis semanas”. Em outras ocasiões, Trump já manifestou o desejo de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela.Em reação, os preços do petróleo dispararam e o Brent superou a marca de US$ 90 o barril – o que favoreceu também moedas emergentes, como o real, já que o Brasil é um exportador de commodities.*Com informações de Reuters