Os conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã podem resultar em fortes impactos na indústria em geral, incluindo a tecnologia, dependendo da duração da guerra. O alerta é do CEO da Foxconn, Young Liu.Em declarações à imprensa nesta sexta-feira (6), o executivo disse que, por enquanto, a maior fabricante de eletrônicos do mundo lida com impactos "limitados" associados às ofensivas no Oriente Médio. Mas a situação tem chance de piorar caso os ataques se prolonguem.Petróleo e matérias-primas em altaDe acordo com Liu o problema está, principalmente, no preço do petróleo. A região onde a guerra se concentra é uma das maiores produtoras do mundo e tem uma das rotas marítimas mais importantes, o Estreito de Ormuz.O tráfego pela rota teve uma redução significativa desde o início dos conflitos, com embarcações afetadas por interferências no GPS;A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a passagem foi fechada para navios americanos, israelenses, europeus e de países aliados;Controladora do tráfego na região, a entidade disse que petroleiros pertencentes a esses países podem ser atingidos se identificados passando pelo Estreito de Ormuz;Isso vem resultando em uma grande pressão sobre o petróleo, levando a uma disparada nos preços.Petroleiros de vários países estão impedidos de passar pelo Estreio de Ormuz, perto do Irã. (Imagem: FarzadFrames/Getty Images)Para o chefe da Foxconn, os problemas para a indústria ficarão maiores quando os barris forem vendidos a US$ 100 cada (R$ 527,21 pela cotação do dia). Ele acredita que isso terá impacto direto nos preços das matérias-primas."Se esses efeitos durarem mais, todos começarão a senti-los. Mas se a duração puder ser curta, pelo menos por enquanto, o impacto não é muito grande, com base no que estamos vendo no momento", afirmou Liu, como relata a Reuters.O executivo também desejou que a guerra termine "o mais rápido possível" e disse que espera um ano com bons resultados para a empresa. Impulsionada pela alta demanda por dispositivos de IA, a Foxconn registrou receitas recordes.Siga no TecMundo para conferir as notícias mais recentes de tecnologia, e não se esqueça de interagir com a gente no Instagram e no Facebook.