O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, acusou neste sábado (7) os Estados Unidos de atacarem uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm, no Golfo de Omã, alegando que o ataque afetou o abastecimento de água em 30 aldeias.A CNN não encontrou nenhuma evidência do suposto ataque americano e solicitou um posicionamento do Comando Central dos EUA sobre a alegação de Aragchi. Leia Mais Prédios em Dubai são esvaziados após destroços atingirem arranha-céu Presidente dos Emirados Árabes chama Irã de "inimigo" Governo Trump ignora o Congresso dos EUA e vende 12 mil bombas para Israel Ainda assim, a alegação chamou a atenção para o que pode ser a infraestrutura mais importante da região. O Oriente Médio abriga mais de um quarto das usinas de dessalinização do mundo, que permitem que a região desértica transforme água do mar em água potável.Desde o início da guerra, há uma semana, analistas temem que um Irã cada vez mais desesperado — sem boas opções militares — possa recorrer a ataques contra essas usinas para impor custos aos aliados dos EUA no Golfo.“Atacar várias dessas usinas de dessalinização colocaria os países do Golfo Pérsico em uma situação impossível”, escreveu Javier Blas, colunista da Bloomberg Opinion especializado em energia e commodities, na quarta-feira (4).“O risco é real — seja por ataques deliberados a usinas de dessalinização, seja por acidente devido a um míssil ou drone perdido. O petróleo é essencial, mas a água é insubstituível.”Embora a CNN não tenha visto provas de um ataque dos EUA a uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm, a acusação de Aragchi levantou a possibilidade de que essa infraestrutura possa se tornar alvo.“Atacar a infraestrutura do Irã é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irã”, disse ele, sem apresentar provas do suposto ataque americano.Saiba como foi a Revolução de 1979 que instituiu regime dos aiatolás no Irã