Os fundos imobiliários mantiveram em fevereiro o bom desempenho, com o índice Ifix, que reúne as cotas das principais carteiras negociadas na B3, subindo 1,3% e acumulando 3,6% de alta no ano e 25,3% em 12 meses. Foi o sétimo mês consecutivo de alta do indicador e a expectativa segue positiva para esses fundos diante do cenário de queda da taxa Selic a partir deste mês. Mesmo os fundos de papel, que investem em recebíveis do setor e costumam ter como referência o juro do CDI, continuam com perspectiva positiva, já que não é esperada uma queda brusca na taxa básica neste ano. Segundo o Itaú BBA, os melhores desempenhos em fevereiro foram dos fundos de shoppings, com alta de 2,3%, seguidos dos galpões logísticos, com 2,2% e fundos de fundos, com 1,8% de ganho. Já os fundos de varejo fecharam o mês passado com alta de 0,1% e os de escritórios, de 0,6%.Os fundos imobiliários atingiram em janeiro três milhões de investidores e R$ 200 bilhões sob custódia, reforçando a importância do segmento para os cotistas e para o financiamento do setor. Mas março começa com recomendação de maior cautela por parte dos gestores, diante do cenário geopolítico global conturbado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, e que pode levar a pressões nos preços dos combustíveis e na inflação e a menores cortes dos juros, o que seria negativo especialmente para fundos de tijolo e de varejo. Leia mais: FIIs sob tensão: XP Asset vê petróleo e inflação como risco à Selic; entendaPara este mês, oito corretoras destacam em suas indicações cinco fundos com pelo menos quatro citações, conforme levantamento feito pelo InfoMoney. As recomendações se concentram em Logística, que segue beneficiada pela expectativa de aumento de consumo com isenção de imposto de renda até R$ 5 mil e emprego ainda alto, e Recebíveis, que se beneficiam de juros ainda elevados e com a possibilidade de queda mais lenta por conta do conflito no Oriente Médio.Leia mais: Saiba as melhores táticas para o investidor se proteger em tempos de guerraConfira abaixo as indicações de marçoFundoCódigoTipoIndicaçõesVar. Fev (%)Bresco LogísticaBRCO11Logística54,5HSI MallsHSML11Shoppings53,1Mauá Capital Receb.MCCI11Recebíveis52,56Kinea Rend. Imob.KNCR11Recebíveis41,6Vinci LogísticaVILG11Logística41,42Fonte: BB Investimentos, BTG Pactual, XP Investimentos, Santander Brasil, Empiricus Research, Itaú BBA, Terra Investimentos e AndBank. Rentabilidade das cotas em bolsa. Confira abaixo as avaliações sobre os fundos mais indicados. Bresco Logística (BRCO11)No fim de dezembro, o fundo registrou vacância física de 7% e financeira de 7,7%, segundo a XP Investimentos. O resultado do fundo vem sendo favorecido pelo recebimento de indenizações por rescisões antecipadas, acumulando R$ 1,92 por cota em lucro não distribuído. Por isso, a XP não espera impactos negativos na distribuição no curto prazo. A XP destaca o preço de negociação atrativo, com potencial de valorização de 6,9% em relação à estimativa da corretora e retorno em dividendos em patamar competitivo.HSI Malls (HSML11)O BTG Pactual destaca o portfólio de imóveis localizados em regiões maduras e resilientes, com baixo nível de inadimplência e participação majoritária nos ativos. Há ainda a possibilidade de ganhos adicionais a partir da venda de ativos e boa liquidez das cotas em bolsa.Mauá Capital Recebíveis (MCCI11)O fundo apresenta carteira diversificada em 25 Certificados de Recebíveis Imobiliários indexados ao IPCA e com boas estruturas de garantias, contando com alienação fiduciária de imóveis e fundo de reserva, destaca o Santander Brasil. A carteira de CRI está 100% em dia, sem atrasos e 73% das alocações estão nos segmentos logístico e de escritórios, representando 57% e 16% do portfólio. O Santander observa como riscos uma eventual inadimplência nos recebíveis e a exposição de 1% da carteira no setor de hotéis, com o CRI Vogue Square.Kinea Rend. Imob (KNCR11)A XP Investimentos destaca a carteira de crédito de baixo risco, com garantias robustas, e um preço de negociação atrativo, com a relação de valor de mercado/valor patrimonial dos ativos em 0,94 vezes, o que indica um deságio de 6%. O rendimento da carteira também é convidativo, com um retorno anualizado de 12,6% e rentabilidade implícita equivalente a IPCA mais 9,7% ao ano na parcela de inflação e a CDI mais 6,2% na parcela pós-fixada.Vinci Logística (VILG11)O Santander avaliou como positiva a conclusão da venda de quatro ativos do fundo ao levantar R$ 93 milhões, equivalentes a R$ 6,22 por cota, e que reduz ainda a exposição do portfólio do fundo à região de Extrema, em Minas Gerais, e reforça o caixa para novas aquisições. O Santander diz gostar do fundo por contar com portfólio de ativos de alta qualidade, com destaque para empreendimentos nas regiões metropolitanas do Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná, que carecem de galpões de elevados padrões de construção. O banco estima um retorno em dividendos de cerca de 10% nos próximos 12 meses.The post Veja os fundos imobiliários preferidos pelos analistas em março appeared first on InfoMoney.