Ibovespa. Foto: iStock O Ibovespa até tentou resistir ao longo da sessão desta sexta-feira (6), mas não conseguiu segurar a linha dos 180 mil pontos no fechamento. O índice terminou o pregão em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, pressionado principalmente por ações de bancos e mineradoras, apesar da forte alta de Petrobras (PETR3; PETR4).O movimento consolidou uma semana difícil para a bolsa brasileira. O Ibovespa acumulou queda de 4,99% no período, registrando o pior desempenho semanal desde novembro de 2022.O pano de fundo segue sendo a escalada das tensões no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo. Na semana, o Brent avançou 27% e o WTI saltou 35%, elevando preocupações com inflação global e com a trajetória dos juros nas principais economias.Na sessão desta sexta, o Brent subiu 8,5% em Londres, enquanto o WTI disparou 12% em Nova York, levando ambas as referências a superar US$ 90 por barril.Petrobras sobe após balançoMesmo com a pressão sobre o índice, Petrobras (PETR3) subiu 4,12% e PETR4 avançou 3,49%, impulsionadas pela repercussão positiva do balanço de 2025 e pela disparada do petróleo.Durante teleconferência com analistas, a presidente da companhia, Magda Chambriard, reiterou que a política de preços da estatal leva em conta tanto momentos de queda quanto de alta do petróleo.A declaração foi interpretada pelo mercado como um sinal de que reajustes nos preços domésticos podem ocorrer caso a escalada do petróleo internacional se mantenha.Outras empresas ligadas ao setor de energia também avançaram, como Brava (BRAV3), Prio (PRIO3) e Vibra (VBBR3).Bancos e mineração pressionam o IbovespaSe o petróleo ajudou a limitar perdas, o setor de metais e o financeiro pesaram sobre o índice.Vale (VALE3) caiu 2,99%, enquanto CSN (CSNA3) recuou 4,26%. Entre os bancos, Santander (SANB11) liderou as perdas, com queda de 2,51%.Entre as maiores baixas do dia também estiveram Embraer (EMBR3), Vamos (VAMO3) e Raízen (RAIZ4).Segundo Bruna Sene, analista da Rico, o movimento representa um ajuste após o forte rali observado no início do ano.“Depois de um início de ano muito forte para a Bolsa brasileira, março começou com um ajuste de rota. O índice já vinha esticado e qualquer notícia negativa vira gatilho para realização”, afirmou.Dólar e bolsas no exteriorApesar do ambiente de cautela global, o dólar caiu 0,82%, fechando a R$ 5,2438.Em Nova York, as bolsas encerraram o pregão em queda:• Dow Jones: -0,95%• S&P 500: -1,33%• Nasdaq: -1,59%O mercado global segue atento à evolução do conflito no Oriente Médio e ao impacto do petróleo sobre inflação e juros.Com a correção desta semana, o Ibovespa reduziu os ganhos acumulados em 2026 para 11,32%, após ter encerrado fevereiro com valorização superior a 17%.Com Estadão Conteúdo