A Simpar (SIMH3) aprovou um aumento de capital privado que pode movimentar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, com participação da BNDES Participações (BNDESPar), da sua controladora JSP e de investidores institucionais, segundo fato relevante divulgado nesta quinta-feira (5).A operação ocorre em conjunto com novas capitalizações da Vamos (VAMO3) e da Movida (MOVI3), suas subsidiárias, que também receberam sinal verde de seus conselhos de administração, em uma estratégia mais ampla de reforço da estrutura de capital do grupo Simpar.No caso da Simpar, o aumento prevê a emissão de entre 124,5 milhões e 177,9 milhões de novas ações, ao preço de R$ 11,24 por papel, com captação mínima de R$ 1,4 bilhão.A BNDESPar assumiu compromisso de investir entre R$ 600 milhões e cerca de R$ 679,7 milhões na companhia. A controladora JSP poderá aportar entre R$ 188 milhões e R$ 300 milhões, enquanto investidores institucionais se comprometeram com R$ 500 milhões.A Vamos também realizará aumento de capital, que pode variar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, com emissão de novas ações a R$ 3,85 cada. Já a Movida aprovou uma capitalização entre R$ 500 milhões e R$ 750 milhões, com preço de emissão de R$ 11,72 por ação.A BNDESPar também se comprometeu a investir nessas duas empresas: entre R$ 200 e R$ 300 milhões na Vamos e de R$ 250 a a R$ 375 milhões na Movida.Além disso, a própria Simpar poderá aportar recursos nas duas subsidiárias, reforçando o caixa das companhias.BNDES pode ampliar participação na SimparComo parte do acordo, a BNDESPar poderá atingir até 10% de participação no capital de cada companhia, além de ter o direito de investir em eventuais aumentos de capital futuros por até três anos.O banco de fomento também poderá adquirir até 5% das ações da JSL (JSLG3) por meio de uma opção de compra concedida pela Simpar, com preço limitado ao menor valor entre R$ 7,89 por ação ou 95% da cotação de mercado no momento do exercício.Caso os investimentos se concretizem, a BNDESPar terá direito de indicar um membro para o conselho de administração, um integrante do comitê de auditoria e um membro do comitê financeiro de cada empresa do grupo.Apesar disso, o acordo estabelece que o banco não terá controle — nem mesmo compartilhado — das companhias, atuando como acionista minoritário.Segundo as companhias, a operação busca fortalecer a estrutura de capital do grupo, além de reduzir o custo de capital e ampliar a liquidez das ações.“O movimento está alinhado ao planejamento estratégico de longo prazo, com foco em eficiência, desenvolvimento sustentável e no fortalecimento das cadeias de logística, mobilidade e infraestrutura”, afirmaram as empresas no documento.A conclusão da operação ainda depende de condições precedentes usuais para transações desse tipo, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.