Blockstream testa proteção pós-quântica no Bitcoin com sucesso na rede Liquid

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A Blockstream alcançou um marco histórico na preparação da infraestrutura do Bitcoin contra ataques cibernéticos do futuro, conforme divulgação na terça-feira (3). A equipe de pesquisa da companhia implementou a verificação de assinaturas pós-quânticas na rede Liquid.A iniciativa utiliza a linguagem de contratos inteligentes Simplicity para proteger o saldo dos usuários contra o avanço agressivo da computação quântica.O anúncio marca a primeira vez que uma sidechain do Bitcoin registra transações com um esquema de segurança pós-quântico em um ambiente de produção.O sistema garante a blindagem de moedas digitais com valor real na rede principal da Liquid, com suporte pleno para o Bitcoin em sua versão espelhada (LBTC), moedas estáveis e valores mobiliários em formato de token.A importância da proteção para o futuro do ecossistemaAs redes de criptomoedas atuais dependem de métodos de assinaturas clássicas para validar a posse de fundos. Um computador quântico com capacidade real de quebra de criptografia poderia fraudar essas travas no futuro.Máquinas com esse nível de poder e de estabilidade ainda não existem, mas a criação de defesas atua como um trabalho de infraestrutura crítico para evitar crises e roubos em massa no longo prazo.O método tradicional para adicionar essa camada de proteção exigiria mudanças lentas no protocolo de consenso de toda a rede, com a necessidade de aprovação da maioria dos participantes.A linguagem Simplicity ofereceu um atalho eficiente para a Blockstream e os desenvolvedores criaram um verificador baseado em hash, batizado de SHRINCS, sem a necessidade de alterar as regras de funcionamento da rede Liquid.A ferramenta permite a adesão voluntária dos investidores e um usuário em busca de proteção máxima tem a opção de travar seus ativos em um contrato que exige assinaturas pós-quânticas para a liberação de qualquer gasto financeiro.Em um aceno histórico à cultura cypherpunk, a equipe preencheu o espaço de dados extra exigido no bloco dessas transações com o texto original do whitepaper do Bitcoin.Limitações da tecnologia e os próximos passosA inovação garante a trava segura na ponta do usuário, mas não torna a rede Liquid imune a ataques quânticos em sua estrutura central. Componentes vitais do sistema, como o protocolo de consenso de blocos, o mecanismo de lastro com o Bitcoin original e a ocultação de ativos confidenciais, ainda operam sob a segurança da criptografia clássica.A Blockstream classifica o verificador atual como um bloco de construção inicial em direção a uma solução irrestrita. O projeto possui formato de código aberto e exige auditorias rigorosas, mas a biblioteca de acesso já se encontra à disposição de programadores de carteiras digitais no repositório GitHub da companhia.O esforço na rede Liquid funciona como um campo de testes prático e de alto valor para o próprio Bitcoin. A experiência atesta a viabilidade de verificação de criptografia complexa dentro das restrições de espaço e de operação da moeda líder.O projeto, de qualquer forma, consolida a visão de que a transição para modelos à prova de ameaças quânticas precisa ocorrer de forma suave e testada anos antes da chegada das supermáquinas ao mercado corporativo.Fonte: Blockstream testa proteção pós-quântica no Bitcoin com sucesso na rede LiquidVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.