Convocação de Vitor Reis na Seleção reforça sucesso de modelo adotado pelo Palmeiras

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O Palmeiras segue consolidando um modelo que alia desempenho esportivo e eficiência financeira. Impulsionado por uma geração de atletas formados em casa e por ativos estrangeiros valorizados no mercado internacional, o clube bate recordes em negociações e já se aproxima da meta orçamentária estipulada para 2026.O reflexo mais recente desse processo apareceu na convocação do zagueiro Vitor Reis para a seleção brasileira, anunciada na última quinta-feira (26), após o corte de Raphinha por lesão. Com isso, o Palmeiras passou a contar com três jogadores formados na base entre os convocados, ao lado de Endrick e Danilo. O número poderia ser ainda maior, não fosse a ausência de Estevão, em recuperação por lesão no Chelsea, mas considerado presença praticamente certa para a Copa.Leia Mais: Palmeiras e Flamengo têm domínio no continente em estudo de elencos mais valiososDesde 2015, o clube já ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões apenas com vendas de atletas formados em sua base. Parte significativa desse montante passa justamente pelos nomes que hoje despontam no cenário internacional. “É muito legal ver essa continuidade do trabalho das crias da Academia. Eu já estou na Europa há nove anos e o trabalho continua dando frutos. Isso é uma comprovação do quanto o projeto no clube seguiu um caminho de excelência mesmo depois de tanto tempo. O trabalho que o Palmeiras fez desde então nos proporcionou alçar voos cada vez maiores, tanto com oportunidades no time profissional quanto em futuras vendas e seleção brasileira”, afirma Gabriel Jesus, primeira grande venda desse ciclo ao deixar o clube rumo ao Manchester City em 2016 por 33 milhões de euros.Entre os negócios mais relevantes está o de Vitor Reis, negociado também com o Manchester City por 37 milhões de euros (R$ 222,3 milhões, em valores atualizados), tornando-se a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro, superando a transferência de Lucas Beraldo para o Paris Saint-Germain. “Ser formado pelo Palmeiras e hoje viver esse momento na Europa mostra muito da força desse projeto. O clube me preparou em todos os aspectos, dentro e fora de campo, e isso faz diferença quando a gente chega aqui fora. Fico feliz de fazer parte de uma geração que não só realiza sonhos, mas também ajuda a valorizar ainda mais a base do Palmeiras no cenário mundial”, afirmou o defensor, atualmente emprestado ao Girona.O ciclo recente inclui ainda negociações de grande impacto. Endrick foi vendido ao Real Madrid por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (R$ 432,7 milhões), enquanto Estevão acertou com o Chelsea por 61,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 370 milhões). Já Danilo seguiu para o Nottingham Forest por cerca de 25 milhões de euros (R$ 150 milhões. Para o COO da Roc Nation Sports no Brasil, Thiago Freitas, o momento remete a gerações históricas do futebol brasileiro. “O Palmeiras conseguiu captar e desenvolver vários expoentes dessa geração, que é também brilhante, e que já se transferiram para os principais clubes e ligas do mundo. É um momento ímpar”, avalia.Especialistas do mercado destacam que o sucesso vai além da formação. “Hoje, o mercado olha para a base do Palmeiras com o mesmo respeito que olha para grandes academias europeias. A combinação entre tecnologia, metodologia e tempo de maturação faz com que o clube não apenas revele, mas maximize o valor de cada talento”, afirma Cláudio Fiorito.Na mesma linha, Guilherme Bellintani ressalta a combinação entre organização financeira e estratégia esportiva. “Clubes como o Palmeiras se superam pelo tamanho econômico e organização. Com as finanças equilibradas e a estrutura fortalecida, ampliaram receita e desenvolveram uma estratégia de elenco que mistura jogadores consagrados com o uso intenso da base”, analisa.Os números comprovam o cenário. Em 2025, o clube arrecadou R$ 653,2 milhões com vendas de atletas, mais do que o dobro da meta prevista, com ganho líquido de R$ 602,2 milhões. Para 2026, a previsão é de R$ 399,6 milhões, e apenas no primeiro trimestre já foram atingidos R$ 119,2 milhões.Leia Mais: Brasil estreia uniformes polêmicos em semana de desfile de moda para seleçõesAlém das crias da base, o Palmeiras também vê nos estrangeiros uma fonte relevante de receita. Pela primeira vez, todos os oito jogadores sul americanos do elenco foram convocados para amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026. O principal destaque é o atacante argentino Flaco López, que pode receber proposta superior a 40 milhões de euros (mais de R$ 240 milhões) do Atlético de Madrid após o Mundial. Outro nome em ascensão é o lateral Agustín Giay, chamado pela primeira vez para a seleção principal da Argentina.Há ainda outros ativos monitorados pelo mercado europeu, como Ramón Sosa, Maurício, Emiliano Martínez e Joaquín Piquerez. O clube acredita que eles podem repetir o movimento de valorização observado com Richard Ríos, negociado com o Benfica por mais de 30 milhões de euros (R$ 180 milhões após a Copa de Clubes de 2025.Outro nome que desperta interesse é o meia Allan, formado na base e monitorado por clubes como Napoli e Newcastle United, com valores que também devem superar os 40 milhões de euros.“O sucesso da base do Palmeiras, medido pela excepcional qualidade de jogadores saídos de lá e pelo volume líquido gerado em vendas, é resultado da profissionalização e dos investimentos feitos em sua estrutura de gestão. Hoje, ela gera retorno esportivo com títulos no futebol profissional e nas categorias de base, mas também se consolida como um ativo econômico, gerando lucro constante ao clube por meio da venda de atletas preparados cada vez mais cedo para o alto nível”, explica Moises Assayag.Nesse contexto, o Palmeiras se aproxima de cumprir mais uma meta orçamentária com antecedência, reforçando um modelo que combina formação, performance e geração de receitas em escala crescente.The post Convocação de Vitor Reis na Seleção reforça sucesso de modelo adotado pelo Palmeiras appeared first on InfoMoney.