Elon Musk, Eric Balchunas, CZ, Nic Carter e outros famosos reagem à publicação do Google sobre riscos da computação quântica para o Bitcoin

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O Google publicou nesta terça-feira (31) um longo documento explorando os riscos da evolução dos computadores quânticos para o Bitcoin e outras criptomoedas.O estudo se tornou um dos assuntos mais comentados dentro da comunidade.Enquanto alguns se mostraram preocupados com as previsões, outros levantaram ainda mais questões sobre o tema, enquanto um terceiro grupo tentou acalmar os mais alarmistas.Texto do Google chamou atenção até do homem mais rico do mundoEmbora já existissem outros estudos citando os riscos da computação quântica para o Bitcoin, parte do alarde causado pelo Google está ligada à grandeza de seu próprio nome, bem como pelo fato de os pesquisadores afirmarem que a ameaça está cada vez mais próxima.Até mesmo Elon Musk, homem mais rico do mundo, reagiu à publicação.“Por outro lado, se você esqueceu a senha da sua carteira, ela poderá ser acessada no futuro”, brincou o bilionário.Reação de Elon Musk sobre estudo do Google sobre riscos da computação quântica para o Bitcoin. Fonte: X.Atualmente, as duas empresas de Musk possuem US$ 1,337 bilhão de dólares em Bitcoin. Enquanto a Tesla detém 11.509 moedas, a SpaceX possui 8.285 bitcoins em seu caixa.Quanto ao seu comentário, é possível que computadores quânticos obtenham acesso a bitcoins perdidos caso eles não sejam congelados por desenvolvedores. No entanto, é difícil imaginar que essas moedas voltariam às mãos de seus antigos donos.No print acima, outro destaque fica para as falas de Nic Carter.“Muitos estão se perguntando “o que o Google viu” que os levou a revisar, na semana passada, o prazo de transição para a criptografia pós-quântica para 2029”, disse Carter, deixando um link para o novo estudo publicado nesta terça-feira (31).Em janeiro, o especialista defendeu que o fraco desempenho do Bitcoin estava ligado ao medo da ameaça quântica, principalmente porque desenvolvedores não estavam dando a devida importância às conversas do mercado.Estudo trouxe mais dúvidas que respostas para algumas pessoasEmbora Eric Balchunas seja especialista em ETFs, o analista afirmou ser um leigo em relação a computadores quânticos e questionou quais seriam as motivações do Google para gastar tempo e dinheiro para analisar um ativo descentralizado ao invés de focar em outros setores.“Sem desconsiderar a ameaça (isso é um debate à parte), por que o Google aplicaria esse tempo e dinheiro de pesquisa em cripto, em vez de algo com consequências sociais muito maiores, como sistemas de defesa militar, o sistema bancário global ou até e-mails privados? O bitcoin é realmente a maior preocupação deles?”Eric Balchunas questiona por que o Google está investindo tempo no Bitcoin. Fonte: X.Nos comentários, um seguidor aponta que o artigo do Google teve coautoria da Ethereum Foundation, bem como da Universidade de Stanford e da Universidade da Califórnia.Outro destacou que bancos e outros não terão problemas para atualizar seus sistemas por serem centralizados. No caso do Bitcoin, isso exigirá até que os próprios usuários movam suas moedas para novos endereços.Fundador da Binance acalma investidoresJá Changpeng Zhao, fundador da Binance e homem mais rico do setor cripto, deu risada sobre a preocupação da comunidade, notando que a solução é simples.“Em um nível mais geral, tudo o que as criptomoedas precisam fazer é migrar para algoritmos resistentes à computação quântica (pós-quânticos). Portanto, não há motivo para pânico.”Seguindo, o bilionário explica ser difícil atualizar projetos descentralizados, gerando longos debates e possíveis forks (divisões).“Alguns projetos mortos talvez nem cheguem a atualizar. Talvez seja até positivo eliminar esses projetos de vez”, adicionou CZ. “Código novo também pode introduzir outros bugs ou problemas de segurança no curto prazo.”“Quem faz autocustódia terá de migrar suas moedas para novas carteiras. Isso leva à questão dos bitcoins de Satoshi. Se essas moedas se moverem, significa que ele ou ela ainda está por aí, o que seria interessante saber.”Enquanto alguns defendem que essas moedas de Satoshi, hoje avaliadas em US$ 75 bilhões, fiquem livres para serem roubadas com computadores quânticos, CZ defende que seria melhor bloqueá-las para sempre, opnião compartilhada por Michael Saylor.Fundador da Binance fala sobre riscos da computação quântica para as criptomoedas levantados em estudo do Google. Fonte: X.Equipe da Ledger também se pronunciouExecutivos da Ledger, famosa carteira de hardware, também publicaram longas reações sobre o estudo do Google.Charles Guillemet, CTO da empresa, comenta que “o verdadeiro avanço está na engenharia: quantos qubits e portas você realmente precisa após compilar o algoritmo em um circuito quântico tolerante a falhas”.“O último avanço do time do INRIA Rennes exigia cerca de 2.100 qubits lógicos para o ECDLP. Os engenheiros do Google otimizaram toda a pilha de circuitos para cerca de 1.200 qubits lógicos. A tendência recente nos algoritmos é clara: a cada 12 a 18 meses, as estimativas de recursos caem significativamente. E esses ganhos são puramente algorítmicos: eles se acumulam sobre as melhorias de hardware, que continuam sendo um grande desafio. No entanto, até hoje, ainda estamos longe de ter um computador quântico desse tipo. Isso não mudou.”Pascal Gauthier, CEO da Ledger, foi além, pedindo que desenvolvedores acelerem a busca por soluções, visto que a matemática está avançando mais rápido do que a maioria esperava.Comentários de executivos da Ledger sobre estudo do Google sobre computadores quânticos e criptomoedas. Fonte: X.Por fim, o maior indicador sobre a preocupação do mercado pode ser visto nos próprios preços.Bitcoin opera na faixa dos US$ 68.000, em alta de 1,9% nas últimas 24 horas. Já o Ethereum, também citado no estudo, sobe 3,6%. Ou seja, o paper gerou conversas, mas nada de pânico.Fonte: Elon Musk, Eric Balchunas, CZ, Nic Carter e outros famosos reagem à publicação do Google sobre riscos da computação quântica para o BitcoinVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.