Ibovespa dispara e Bitcoin afunda no 1º trimestre de 2026

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A bolsa brasileira foi a grande estrela do primeiro trimestre de 2026, registrando o melhor desempenho trimestral desde o final de 2020. O movimento expressivo aconteceu em meio ao cenário de maior aversão ao risco com as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio.De acordo com levantamento da Elos Ayta, os dados de rentabilidade mostram um período marcado por rotação de ativos, impacto geopolítico relevante e descolamento entre classes tradicionais e alternativas. Leia Mais Ibovespa quebra sequência de 7 meses de alta com aversão global ao risco BRB adia apresentação do balanço de 2025 e convoca assembleia Queda em ações no setor farmacêutico por IA é equivocada, dizem analistas O índice de dividendos (IDIV) também apresentou desempenho robusto. O IDIV subiu 15,13% no período, marcando o melhor trimestre desde o primeiro trimestre de 2022.Segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, o dado reforça a preferência do investidor por empresas mais resilientes, com geração de caixa previsível e distribuição consistente de proventos.Na ponta oposta, o trimestre foi negativo para os criptoativos. O Bitcoin recuou 27,22%, no pior resultado desde o segundo trimestre de 2022 – reforçando a sensibilidade desse tipo de ativo a choques de liquidez e aumento da aversão ao risco.“A combinação de valorização expressiva da Bolsa brasileira, resiliência dos dividendos e queda acentuada dos criptoativos ilustra um ambiente de forte seletividade, no qual o fluxo de capital parece ter migrado de ativos mais especulativos para aqueles com fundamentos mais tangíveis”, analisa Rivero.O mês de março trouxe correções nos ativos, após um trimestre majoritariamente positivo para a renda variável brasileira.O Ibovespa caiu 0,70%, enquanto o IDIV recuou 0,23% e o IFIX perdeu 1,06%. Ao mesmo tempo, ativos tradicionalmente defensivos ou ligados a liquidez apresentaram desempenho positivo, como o CDI (+1,16%) e o dólar Ptax (+1,36%).O maior destaque negativo do mês foi o ouro, que caiu 10,42%, devolvendo parte dos ganhos recentes, em um movimento que contrasta com a performance acumulada do metal precioso.Enquanto o Bitcoin avançou 3,67% em março depois perdas relevantes no trimestre, mas ainda insuficiente para reverter a tendência negativa.No período de 12 meses até março de 2026, o ouro lidera com alta de 49,23%, seguido pelo Ibovespa (+43,91%) e IDIV (+40,93%). O trio sintetiza bem o ambiente recente: proteção contra risco global combinada com valorização da renda variável doméstica.Já os ativos de renda fixa apresentam desempenho mais moderado, com o CDI acumulando 14,73%, enquanto o IMA Geral registra 13,99%.Na outra ponta, novamente, o destaque negativo é o Bitcoin, com queda de 25,98% em 12 meses, consolidando um ciclo de forte volatilidade e perda de valor.“Mais do que os números isolados, o que emerge é uma narrativa clara: em momentos de incerteza global, o mercado tende a premiar previsibilidade, liquidez e consistência, e penalizar, com intensidade, o risco elevado”, explica o CEO da Elos Ayta.