Nesta terça-feira (31), novos alertas se acenderam em relação ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ambos os lados realizando ataques intensos e indicando que as hostilidades podem se agravar ainda mais.Apesar da trégua prometida até 6 de abril, os Estados Unidos atacaram a cidade de Isfahan, que abriga instalações nucleares iranianas. O presidente Donald Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, um vídeo que supostamente mostra uma explosão nuclear no Irã.Leia tambémLíder supremo Khamenei está no Irã, mas evita aparições públicas, diz enviado russoMojtaba substituiu seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto quando Israel e Estados Unidos iniciaram sua guerra contra o IrãAliados de Trump na Otan resistem à guerra no Irã e ampliam desgaste com os EUAEspanha fecha espaço aéreo, Itália barra uso de base na Sicília e França nega trânsito a aviões militares, expondo o racha no bloco em meio à ofensiva americana contra TeerãO Pentágono informou ainda que bombardeiros B-52 começaram a sobrevoar o território iraniano. Essas aeronaves são mais vulneráveis a sistemas de defesa, e seu uso indicaria que as tecnologias iranianas foram em grande parte neutralizadas.Ao mesmo tempo, Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado ataques contra duas instalações ligadas aos Estados Unidos no Bahrein.A Guarda Revolucionária iraniana ainda ameaçou atacar empresas americanas no Oriente Médio a partir de 1º de abril, como forma de retaliação. Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing estariam entre os possíveis alvos.Israel, por sua vez, mantém o foco no Líbano, onde também vem intensificando os ataques. Nesta terça, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que todas as casas dos vilarejos libaneses próximos à fronteira serão destruídas e que as 600 mil pessoas que fugiram do sul não poderão retornar até que o norte de Israel esteja seguro.Leia tambémLagarde confronta secretário dos EUA sobre impacto da guerra no Irã em reunião do G-7Dirigente contestou otimismo de Scott Bessent, alertando que choque em energia e inflação deve durar bem mais do que Washington admiteTrump frustradoCom a guerra se prolongando além do que Donald Trump gostaria, pessoas próximas ao presidente relatam que ele está frustrado. Nesse cenário, a Casa Branca não descarta uma saída rápida do conflito. Nos bastidores, fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmam que Trump estaria disposto a encerrar a guerra mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz.Publicamente, porém, o discurso é diferente. Na manhã desta terça, Trump sugeriu que os países entrem no Estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”. Mais tarde, afirmou que os EUA devem deixar o Irã em duas ou três semanas.O Secretário da Guerra, Pete Hegseth, declarou que os próximos dias serão decisivos e que o conflito com o Irã pode se intensificar caso o país persa não aceite um acordo.NúmerosSegundo levantamento do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o conflito no Oriente Médio pode custar cerca de US$ 200 bilhões aos países da região;Mais de 1,2 milhão de pessoas foram desalojadas e outras 1.200 morreram no Líbano desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde do país. Nesta terça, uma mulher grávida foi morta no sul do país;Israel informou que quatro soldados morreram em combate no Líbano.The post EUA x Irã: o que aconteceu no 32º dia da guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.