A Gol Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL54) anunciou, na madrugada desta terça-feira (31), que registrou prejuízo líquido de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2025 (4T25), em comparação com prejuízo de R$ 5,12 bilhões apurados no mesmo período de 2024.Entre outubro e dezembro passados, a empresa teve um desempenho operacional medido pelo Ebitda de R$ 1,64 bilhão, dos R$ 443 milhões negativos apurados no mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida do grupo cresceu 10,5%, para R$ 6,10 bilhões, com aumento de quase 12% no transporte de passageiros.A companhia, porém, observou queda de 4,5% na receita líquida total por assento ofertado por quilômetro, e de 4,2% na receita de passageiros unitária no mesmo período, devido ao repasse da variação cambial às tarifas.A empresa informou que os custos totais apresentaram alta de 13,1% nos últimos três meses de 2025 ante o mesmo período de 2024, “com impacto significativo do aumento de depreciações e de manutenção”.Esse aumento foi “resultante de custos de devolução de aeronaves e do programa de recuperação de frota, além de custos maiores em razão da expansão operacional”.A alavancagem líquida da Gol encerrou dezembro em 3,2 vezes, abaixo do nível de 6,3 vezes de um ano antes, refletindo o processo de reestruturação concluído ao longo do ano.A Gol saiu de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) no início de junho de 2025.A companhia afirmou que a liquidez somava ao final de dezembro R$ 5,5 bilhões, sendo R$ 3,0 bilhões em caixa disponível e R$ 2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.