Rota das Gerais: Ecorodovias pode ter déjà vu com novo leilão? Veja o que esperar

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Nesta terça-feira (31), a partir das 16h (horário de Brasília), o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizam leilão para a concessão do sistema rodoviário formado por trechos das rodovias BR 251/MG e BR 116/MG, conhecido como Rota das Gerais, na B3. O certame prevê a concessão de aproximadamente 735 quilômetros de rodovias federais, localizadas em Minas Gerais, abrangendo trechos estratégicos para a integração regional, o escoamento da produção e a segurança viária. O contrato de concessão terá prazo de 30 anos.Estão previstos investimentos da ordem de R$ 13 bilhões ao longo do período contratual, destinados à recuperação e manutenção do pavimento, duplicações, implantação de faixas adicionais, acostamentos, melhorias de sinalização, dispositivos de segurança e serviços operacionais aos usuários.O critério de julgamento será o maior desconto tarifário, com pagamento adicional de outorga para cada ponto percentual oferecido acima de 18% de desconto. “Vemos de forma positiva o critério escalonado de outorga, pois acreditamos que ele ajuda a evitar lances excessivamente agressivos”, aponta a XP Investimentos. A concessão recebeu três propostas na última quinta-feira (26), sendo feitas por Ecorodovias (ECOR3), pela Brasil Rodovias Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Responsabilidade – Monte Rodovias –, e pelo Consórcio Atlas Rodovias, formado por YVY Capital Atlas Rodovias Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura e Pavidez Engenharia. Leia tambémPRIO subiu demais? Morgan rebaixa ação e cita Petrobras para ganhar com petróleo altoApesar de elevar preço-alvo, Morgan rebaixou PRIO depois de forte alta dos ativosApesar dos potenciais riscos de demanda (já que os trechos rodoviários do projeto ainda não são pedagiados), a XP observa economia de suporte positiva, destacando-se: (i) TIR (Taxa Interna de Retorno) regulatória real mais elevada de 13,76% (versus 9,21%–12,33% em leilões federais recentes); (ii) perfil de capex aparentemente menos complexo, com as principais obras focadas em expansão, e não em estruturas especiais; e (iii) dinâmica positiva de FCF (fluxo de caixa livre), com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) forte desde o ano 1 e um capex menos concentrado no início.Para a Ecorodovias, o ativo se encaixa estrategicamente em seu portfólio atual e pode proporcionar alívio de balanço, destaca a XP. O Itaú BBA destaca que o leilão da Rota das Gerais não é tão arriscado quanto parece. A última vez que a Ecorodovias participou de um leilão de rodovia pedagiada foi em novembro de 2024, o que desencadeou uma forte queda nas ações de mais de 20% na ocasião, pois a empresa teve que pagar uma taxa de concessão de R$ 2,2 bilhões pelo ativo na ocasião.Sua oferta foi o dobro da do outro concorrente no leilão. Assim, como a empresa sinaliza interesse na Rota das Gerais (leilão marcado para 31 de março), vê investidores acreditando que o mesmo pode acontecer novamente. “Não acreditamos que seja esse o caso porque: i) o leilão da Rota das Gerais será baseado exclusivamente em um desconto sobre a tarifa regulatória da rodovia pedagiada, sem disputa sobre a taxa de concessão; ii) há sinergia com outros dois trechos operados pela Ecorodovias; iii) o capex de aproximadamente R$ 7,7 bilhões tem uma concentração de 70% em 2029-2036, começando com um Ebitda de R$ 500 milhões no primeiro ano do contrato, não afetando, portanto, o pico de alavancagem da ECOR em 2027-2029”, avalia o BBA.Dito isso, ressalta o BBA, a adição de uma nova rodovia com pedágio pode, de fato, aumentar a percepção de risco da Ecorodovias, já que o capex regulatório acumulado para os próximos anos deve aumentar dos atuais aproximadamente R$ 50 bilhões para perto de R$ 60 bilhões. The post Rota das Gerais: Ecorodovias pode ter déjà vu com novo leilão? Veja o que esperar appeared first on InfoMoney.