O governo dos EUA suspendeu as sanções que mantinha contra a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, desde 2018, de acordo com uma atualização da lista de sanções do OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), órgão do Departamento do Tesouro nesta quarta-feira (1°).A atualização não explicou o motivo da suspensão das sanções.A suspensão das sanções ocorre quase três meses após a operação militar de 3 de janeiro, quando os Estados Unidos capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e Rodríguez assumiu o comando do governo em seu lugar. Leia mais Rússia exige fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba Rubio pede que diplomatas usem o X contra propaganda antiamericana Petróleo russo em Cuba: por que o alívio na crise não será imediato Desde então, governo do presidente Donald Trump tem se engajado com o governo interino liderado por Rodríguez, inclusive em um acordo para a venda de petróleo venezuelano pelos EUA, e concedeu isenções de sanções para incentivar o investimento americano.Rodríguez comemorou o levantamento das sanções, considerando-o um passo rumo à normalização e ao fortalecimento das relações. Ela instou os EUA a também suspenderem as sanções contra a Venezuela.Os EUA sancionaram Rodríguez em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, alegando que a então vice-líder fazia parte de um grupo que contribuiu para o declínio da democracia na Venezuela. As sanções incluíram o congelamento dos bens de Rodríguez nos Estados Unidos e a proibição de cidadãos americanos de fazerem negócios com ela.O Ministério da Comunicação da Venezuela, responsável por todas as solicitações da imprensa em nome do governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.Estados Unidos emitem novas licenças relacionadas à Venezuela para minerais críticos | AGORA CNN“Novo capítulo”Na segunda-feira (30), o governo americano reabriu formalmente a embaixada em Caracas, chamando o movimento de “um novo capítulo” nas relações diplomáticas com a Venezuela, informou o Departamento de Estado dos EUA.Os dois países concordaram no início de março em restabelecer relações diplomáticas, que foram cortadas em 2019 depois que o primeiro governo Trump se recusou a reconhecer Maduro como legítimo líder e passou a apoiar um legislador da oposição como presidente.“Hoje retomamos formalmente as operações na embaixada dos EUA em Caracas, marcando um novo capítulo em nossa presença diplomática na Venezuela”, afirmou o Departamento de Estado.(Com informações da Reuters)Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela