As equipes da Nasa seguem nos preparativos finais para o lançamento da missão Artemis II, mas o caminho até a data prevista, nesta quarta-feira, 1º de abril, foi marcado por uma sequência de problemas técnicos e adiamentos.Inicialmente prevista para fevereiro, a missão já havia sido adiada para março e, depois, novamente para abril. Um dos principais motivos foi a identificação de um vazamento de hidrogênio durante testes de abastecimento do foguete SLS, considerado essencial para a segurança do lançamento.Na sequência, outro problema ainda mais crítico surgiu: uma falha no sistema de hélio do foguete, responsável por pressurizar os tanques de combustível e manter condições seguras durante a operação. A falha obrigou a Nasa a retirar o foguete da plataforma e levá-lo de volta ao prédio de montagem para manutenção, o que inviabilizou o cronograma anterior. Leia Mais Votação abre caminho para lançamento de quatro astronautas em missão à Lua O gigante foguete Artemis II recebe preparativos finais para decolar à Lua Missão Artemis II: Nasa posiciona gigantesco foguete na plataforma Além disso, dificuldades técnicas identificadas ainda na missão Artemis I, como questões no escudo térmico da cápsula Orion, também exigiram análises e ajustes adicionais antes de autorizar o voo tripulado.Ao término do voo de teste Artemis I, a espaçonave Orion recuperada foi transportada para o Centro Espacial Kennedy, onde seu escudo térmico foi removido e inspecionado • NasaA missão será a primeira a levar astronautas ao redor da Lua em mais de 50 anos. Segundo a Nasa, os adiamentos são necessários para garantir a segurança da tripulação e o funcionamento adequado dos sistemas.Nasa finaliza transporte de foguete para a missão Artemis II | LIVE CNN“Eu acredito que tem uma grande chance de voar agora. A preparação para esse tipo de missão é realmente complexa e a Nasa tem feito poucas missões dessa. O último lançamento da SLS foi em 2022”, disse Pedro Pallotta, especialista em Astronáutica, em entrevista à CNN Brasil.Agora, com o foguete de 98 metros e a cápsula Orion novamente preparados no Centro Espacial Kennedy, a expectativa é que a missão finalmente saia do papel após meses de testes, correções e incertezas.“Alguns conhecimentos vão sendo perdidos ao longo do tempo, as equipes mudam, os procedimentos não necessariamente são exatamente os mesmos de um lançamento para o outro”, completou Pallotta.Missão Artemis II: o que a Nasa quer ao enviar astronautas à Lua