O governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia nesta quarta-feira (1º), na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF). Entre as ações previstas, está a execução do Coopera+ Amazônia, que, em parceria com o Sebrae, atenderá 50 cooperativas e 6 mil famílias nos estados de Rondônia, Maranhão, Pará, Acre e Amazonas, com ações de inovação gerencial, tecnológica, produtiva e de acesso a mercados.Ao todo, R$ 107 milhões serão investidos na iniciativa, financiados pelo Fundo Amazônia (97%) e pelo Sebrae (3%). Na cerimônia, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu ser fundamental estimular o cooperativismo e o associativismo brasileiro. “A cooperativa faz toda a diferença”, pontou.Resultado da união dos programas Coop+ Produtiva e ALI Coop, o Coopera+ Amazônia vai atuar nas cadeias produtivas de maior relevância socioambiental da região, como babaçu, açaí, cupuaçu e castanha-do-brasil, ampliando valor agregado, produtividade e oportunidades comerciais para pequenos produtores.O programa prevê acompanhamento contínuo das cooperativas por equipes técnicas especializadas, incluindo os Agentes Locais de Inovação (ALIs), do Sebrae, que atuarão diretamente na qualificação da gestão, no aprimoramento de processos e no fortalecimento das estratégias de comercialização.Cada um de nós precisa criar um espaço na agenda, na cabeça e no coração, dar as mãos e trazer os parceiros para perto. A capacidade do Sebrae estar perto localmente e entender as realidades é fundamental para trazer os parceiros para perto e trabalhar juntos, de forma organizada e todo santo dia.Bruno Quick, diretor-técnico de SebraeSegundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, a bioeconomia é para todos. “Há lugar para o extrativista, o indígena, o industrial: há lugar para todo mundo. Mas, para isso, a gente precisa de democracia e soberania. Só é possível fazer isso daqui porque a gente tem um governo democrático”, reforçou a ministra.Foto: Larissa CarvalhoPNDBioO Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) estabelece diretrizes para integrar agricultura, florestas, indústria, energia, ciência e inovação. Delimita, ainda, que o trabalho deve ter como foco a geração de renda, inclusão produtiva e valorização de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.Construído com a participação de 16 ministérios, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de 17 organizações da sociedade civil, da Academia e do setor privado, o plano recebeu mais de 900 contribuições em consulta pública.O PNDBio define 21 metas e um conjunto de 185 ações estratégicas para ampliar a competitividade da bioeconomia brasileira, gerar empregos e promover o uso sustentável dos recursos biológicos.