Os contratos futuros de açúcar na Bolsa de Nova York continuaram em trajetória de queda nesta sessão de quarta-feira (1), na qual atingiu o menor nível em duas semanas. De acordo com o Barchart, o movimento foi influenciado, em parte, pela desvalorização do petróleo bruto, diante da redução das preocupações geopolíticas.O vencimento para entrega em maio registrou queda de 1,48% e foi precificado em US$ 15,29 por libra-peso.As tensões no Oriente Médio haviam elevaram os preços do açúcar para patamares próximos aos mais altos dos últimos seis meses, já que o conflito comprometeu o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de açúcar bruto destinado às refinarias e para exportações de açúcar refinado.Apesar disso, a ampla oferta global segue pressionando as cotações, com destaque para o Brasil. A proporção da cana-de-açúcar direcionada à produção de açúcar avançou para 50,61%, ante 48,08% registrados no mesmo período do ano passado.Além disso, a consultoria Czarnikow elevou sua estimativa para a produção global na temporada 2025/26 em 100 mil toneladas, alcançando 184,5 milhões de toneladas métricas. O volume representa a segunda maior safra já registrada, mesmo com a revisão para baixo na produção da Índia. Leia Mais Câmbio e aumento de oferta pressiona cotações futuras do café em Nova York Cacau avança mais de 3% em Nova York com queda do dólar Queda do petróleo pressiona preços futuros do açúcar em Nova York CacauOs contratos futuros do cacau encerraram a sessão com valorização de 1,36% na Bolsa de Nova York. O vencimento para maio foi cotado em US$ 3.345 por tonelada.Os preços do cacau apresentaram comportamento divergente neste pregão, com o contrato atingindo o maior nível em duas semanas. A seca na África Ocidental continua sustentando as cotações, uma vez que as chuvas recentes não foram suficientes para amenizar o déficit hídrico na Costa do Marfim e em Gana.Segundo o Monitor Africano de Inundações e Secas, a estiagem atingia mais da metade do território da Costa do Marfim e de Gana.De acordo com a Bloomberg Intelligence, as primeiras estimativas para as vendas de chocolate na Páscoa indicam recuo de aproximadamente 5% em relação ao ano anterior.CaféOs contratos futuros do café arábica também fecharam em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para maio recuou 0,18% e foi precificado em US$ 2,978 por libra-peso.O Barchart reportou que os preços do café apresentaram direções opostas ao longo desta sessão, com o arábica atingindo a mínima em uma semana e meia em determinados momentos da sessão.A perspectiva de uma safra recorde no Brasil continua exercendo pressão sobre o mercado. As perdas do arábica foram limitadas pelo fortalecimento do real frente ao dólar. A moeda brasileira atingiu o maior nível em três semanas durante a sessão, reduzindo a pressão sobre os preços da commodity.Suco de laranjaO contrato futuro para entrega em maio do suco de laranja encerrou o dia na Bolsa de Nova York cotado a US$ 1.999,00 por tonelada, with valorização de 5,21%.AlgodãoOs contratos futuros do algodão fecharam a sessão em alta na Bolsa de Nova York, em que o vencimento para maio avançou 1,09% e foi cotado a US$ 70,76 por libra-peso.A queda do petróleo bruto, impulsionada pela expectativa de uma solução mais rápida para o conflito com o Irã, aumentou a competitividade do poliéster, reduzindo a demanda pela fibra natural.Os investidores seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos, especialmente ao regime de chuvas no Texas, além do andamento do plantio e das perspectivas para a safra.A StoneX manteve sua projeção para a produção brasileira de algodão na temporada 2025/26 em 3,74 milhões de toneladas. Por outro lado, a consultoria elevou a estimativa de exportações do país para 2026, agora projetadas em 3,1 milhões de toneladas.Algodão brasileiro mira acordo comercial para avançar na Índia