A eleição estadual de 2030 entrou em pauta mais uma vez na última semana entre os aliados do Palácio dos Bandeirantes e da Prefeitura de São Paulo. Interlocutores dos dois governos tem visto as mudanças recentes como um “jogo casado” entre o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), para trilhar um caminho em que Nunes seja o sucessor de Tarcísio.O fator “facilitador” da entrada de Nunes na jogada aconteceu no último sábado (28), quando o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, deixou seu então partido, o PSD, e se filiou ao MDB. Como mostrou a coluna, a mudança foi articulada diretamente pro governador.Antes do acerto, Ramuth e Nunes se reuniram nos bastidores e falaram sobre o assunto e reforçaram o alinhamento. Na conversa, o vice-governador, que vai poder disputar 2030 como cabeça de chapa caso queira, teria dito que seu projeto “é o projeto de Tarcísio”, e que quem o governador definir como candidato na próxima eleição, terá imediatamente o apoio de Ramuth.A narrativa reforçou o entendimento de que Nunes é o mais forte no páreo, já que mesmo em 2026, quando ainda havia expectativa de Tarcísio disputar à Presidência, o governador de São Paulo já tinha colocado o prefeito como seu candidato de preferência. O cenário só mudou após desavenças com o atual vice-prefeito, coronel Mello Araújo (PL).‘Time Tarcísio’Apesar da movimentação interna, auxiliares ouvidos pela coluna afirmam que ainda é muito cedo para alguma definição. A ideia das conversas até então era apenas apaziguar ânimos e firmar acordos. Ainda há preocupação com a eleição municipal de 2028, já que Nunes não poderá mais concorrer. Por isso, aliados tem sido unânimes em falar que fazem parte do “time Tarcísio”, focado em: ganhar a reeleição neste ano, pensar em 2028 e, aí sim, em 2030.Disputa acirradaOutros nomes da direita também miram o Palácio dos Bandeirantes em 2030. Caso do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e atual deputado federal, Guilherme Derrite (PP). Ele também foi ventilado como possível candidato em 2026, quando Tarcísio poderia estar na corrida nacional, mas sempre admitiu, nos bastidores, ter um plano: Senado em 2026 e governo em 2030.