Após as águas de março – ou melhor, a tempestade que sacudiu os mercados globais no mês – os investidores começam abril de olho em como ajustar o portfólio em meio a um cenário ainda volátil.Nesse contexto, o BTG Pactual promoveu mudanças na sua carteira recomendada 10SIM e retirou as ações da PetroRio (PRIO3), a Aura Minerals (AURA33) e a Stone (STNE), enquanto incluiu a Petrobras (PETR4), a Embraer (EMBJ3) e a Cury (CURY3), na carteira de abril.As alterações refletem um ajuste de rota diante do novo cenário. O banco elevou a exposição ao setor de petróleo e gás, trouxe de volta uma tese mais defensiva dentro da commodity e retomou a aposta no segmento de baixa renda no mercado imobiliário.Por que ter essas ações na carteira em abril?Petrobras (PETR4) A principal mudança foi a entrada da Petrobras, que passa a ter peso relevante na carteira. Para o BTG, a estatal apresenta uma relação risco-retorno mais equilibrada do que a PetroRio, especialmente em um cenário de possível queda do petróleo caso haja arrefecimento das tensões no Oriente Médio.Mesmo com o barril a US$ 80 e sem reajustes nos combustíveis, o banco estima que a companhia ainda seria capaz de entregar forte geração de caixa e dividendos atrativos, reforçando seu caráter mais defensivo.Embraer (EMBR3) Outra troca importante foi a saída da Aura para a entrada da Embraer. A ação sofreu forte correção recente, em meio à aversão a risco global, o que, na avaliação do BTG, abriu uma janela de oportunidade.A companhia negocia com desconto relevante em relação aos pares internacionais, mesmo com um backlog robusto e boa visibilidade de receitas.Cury (CURY3)No setor imobiliário, a entrada da Cury marca a retomada de exposição ao segmento de baixa renda, no lugar da Stone.A decisão vem na esteira de mudanças recentes no programa habitacional, além da execução consistente da companhia, com forte ritmo de vendas e potencial de crescimento dos lucros.Estratégia mantida, com ajustes táticosPara além das trocas, o BTG manteve a estrutura principal da carteira, com destaque para o Itaú (ITUB4) e Nubank (ROXO34) no setor financeiro, Eneva (ENEV3) em energia, Localiza (RENT3) em fluxo de caixa de longo prazo e a Allos (ALOS3) segue na carteira, mas com peso reduzido.