Circula em grupos do WhatsApp uma mensagem sobre o suposto novo “Golpe do Pix”, ou “Golpe da Vacina”, capaz de roubar dados e “zerar" contas bancárias. O conteúdo é totalmente falso e não oferece risco, apesar do frequente encaminhamento de mensagens enviadas nos últimos dias.O contexto para a difusão dessa notícia falsa se deu, majoritariamente, por mensagem. No texto de alerta, um número de telefone supostamente ligaria para a vítima, questionando se ela já teria se vacinado. Em caso positivo, deveria pressionar o número 2 no teclado. Adiante, supostamente, ela teria seu celular invadido e seu dinheiro roubado.Mensagem alertando sobre falso ‘Golpe da Vacina’, no WhatsApp. (Fonte: TecMundo)Embora pareça óbvio para internautas experientes e até soe como uma brincadeira de 1º de Abril, o falso alerta ainda pode provocar pânico em usuários leigos. Abaixo, explicamos o motivo.Teclar 2 faz meu celular ser invadido?Antes de tudo, nenhum método hacker ou de invasão funciona dessa forma. Para um celular, tablet ou computador ser invadido por criminosos, é preciso que esses dispositivos tenham alguma vulnerabilidade – seja técnica ou até mesmo humana. O jeito mais comum de ser invadido é clicar em um link para baixar um arquivo ou abrir um documento do WhatsApp enviado por um anônimo, que pode servir como brecha.Nesses casos, os criminosos usam técnicas de engenharia social para fazer a vítima baixar arquivos falsos na internet;Uma vez baixados, esses arquivos liberam malwares que podem coletar informações como senhas, nomes de usuários e dados de documentos da vítima;Outro método comum é enviar links de páginas falsas que imitam sites do governo para as vítimas inserirem seus dados pessoais;Em ligações, os criminosos podem se passar por alguma organização governamental e pedir informações para um cadastro de vacinação, por exemplo.Quando o contexto é oficial, com assuntos tratando sobre vacinação e benefícios do governo, o contato no WhatsApp ocorre de números oficiais e raramente por ligação. Caso ocorra, desconfie e pense duas vezes antes de passar dados como CPF, RG, email e, principalmente, informações de contas bancárias. Na dúvida, pergunte antes a algum familiar ou verifique outras plataformas, como aplicativos ou sites próprios do governo.Invasão em celulares acontece de muitas formas, mas apertar uma tecla no teclado não é uma delas (Imagem: tabcreator/Getty Images)Caso queira entender como um golpe real funciona, reportamos recentemente o Kaido Rat, um novo vírus bancário vendido para criminosos que realmente pode esvaziar sua conta. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.