As regiões Norte e Nordeste são partes importantes na estratégia da Cemig para consolidar sua liderança no chamado mercado livre de energia elétrica, um modelo de negociação cada vez mais comum entre consumidores industriais e comerciais.A ideia é simples. Em vez de depender de uma única fornecedora, os compradores podem tratar diretamente com geradores ou comercializadores autorizados, ajustando preço, fonte, prazo, volume e outros aspectos, de acordo com suas necessidades.“A ampliação da nossa atuação no Norte e Nordeste reflete um movimento estratégico da Cemig de acompanhar a evolução do mercado e as novas demandas dos consumidores”, diz Reynaldo Passanezi, CEO da Cemig.“A meta é dobrar o número de clientes atendidos na região, ampliando também o volume comercializado. A Cemig busca não apenas expandir sua base de consumidores, mas também contribuir para o desenvolvimento local”, diz. Movimento de expansãoO Ambiente de Contratação Livre (ACL), denominação burocrática desse regime aberto, está em crescimento acelerado no Brasil. Atualmente 43% da eletricidade consumida no país é negociada com regras flexíveis, movimentando R$ 283 bilhões em 2025.Mais de 3.500 consumidores no Nordeste e cerca de 1.300 no Norte migraram para esse ambiente no ano passado, de acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).Desde 2017, o volume comercializado pela Cemig no Norte e Nordeste cresceu 204%, fortalecendo sua capilaridade e a liderança nesse mercado.“Temos uma trajetória consolidada nessas regiões e seguimos avançando com soluções que combinam competitividade, energia 100% renovável e inovação digital”, aponta Passanezi. Atrativos desse mercadoAs vantagens para quem opta por negociar diretamente com o fornecedor vão além de negociar contratos personalizados. O maior deles é a redução no custo da conta de luz, projetada em 35%.Há ainda a possibilidade de escolha de fontes de energia renovável (com direito a um certificado de qualidade) e uma maior previsibilidade orçamentária, evitando as constantes variações tarifárias do setor elétrico.“Nosso objetivo é oferecer previsibilidade de custos e contribuir para que empresas possam crescer de forma mais sustentável e eficiente em todo o país”, afirma o CEO da Cemig.O processo de migração está cada vez mais simples. É possível fazer tudo on-line, do cadastro à contratação.A plataforma Energia Livre Cemig (https://energialivre.cemig.com.br/), por exemplo, permite ao consumidor fazer simulações gratuitas e personalizadas para saber o quanto dá para economizar no seu caso. A ferramenta traz informações úteis sobre o sistema e permite acionar um especialista imediatamente. É uma espécie de e-commerce de energia. Perspectivas futurasEsse modelo de negociação livre, sem amarras, tende a ganhar cada vez mais espaço no Brasil nos próximos anos por causa da lei, sancionada em novembro de 2025, que estabeleceu um cronograma para abertura total do mercado livre de energia.Hoje, apenas consumidores de alta e média tensão podem atuar nesse mercado – em geral, empresas de médio e grande porte, de variados setores.A perspectiva é que essa oportunidade esteja liberada para usuários de energia de baixa tensão das classes industrial e comercial até novembro de 2027. Para os consumidores rurais e residenciais, apenas em novembro de 2028.