KNCR11 eleva proventos para R$ 1,15; DY de 1,08% em abrilO KNCR11 comunicou a distribuição de proventos de R$ 1,15 por cota, valor superior ao do mês anterior (R$ 1,10). Terão direito aos pagamentos os investidores posicionados ao fim do pregão de 31 de março, com crédito previsto para 14 de abril. Com base na cotação de R$ 106,01, o dividendo do KNCR11 implica Dividend Yield mensal aproximado de 1,08%, em linha com o comportamento recente do fundo.A manutenção desse patamar de retorno reflete o ambiente de juros ainda elevados, em especial a taxa Selic, que segue como principal referência de indexação da carteira. Embora o resultado divulgado se refira a março e os números detalhados ainda não tenham sido publicados, a administração indica continuidade na geração de caixa operacional do veículo.No último relatório disponível, referente a fevereiro, o FII KNCR11 apontou efeitos positivos da Selic alta sobre a remuneração dos ativos. Esse impulso, porém, foi parcialmente compensado pelo menor número de dias úteis no mês, fator que reduziu a base de cálculo dos rendimentos periódicos.Em fevereiro, 75,6% dos recursos estavam alocados em ativos-alvo, 10,1% em LCI e 14,3% em instrumentos de liquidez. A exposição a CRIs indexados ao CDI somava 75,5% do patrimônio, com retorno médio de CDI + 2,04% ao ano e prazo médio de 3,5 anos, evidenciando foco em crédito corporativo de curto a médio prazo.A gestão concluiu a 12ª emissão, com a subscrição de 30.579.898 novas cotas e captação aproximada de R$ 3,18 bilhões. Os recursos vêm sendo direcionados a novas operações, conforme pipeline robusto.Entre os aportes recentes, destaca-se a aquisição de um CRI de R$ 425 milhões lastreado em shopping centers da JHSF Malls, incluindo empreendimentos como Shopping Cidade Jardim e Catarina Fashion Outlet. A operação foi estruturada a CDI + 2,25%, com covenants financeiros e imobiliários considerados robustos e garantia corporativa da JHSF Participações.Com esse reforço de caixa, o KNCR11 amplia a capacidade de originação e diversificação, sustentando a tese de crédito atrelada ao CDI. O movimento deve apoiar a estabilidade dos rendimentos ao longo dos próximos meses, sujeito à execução do pipeline e às condições de mercado.