Surfe e Vela se unem para cuidar dos oceanos

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O surfe e a vela dependem diretamente dos oceanos.  As duas modalidades esportivas colecionam títulos e vitórias para o Brasil e agora se unem para vitórias que não estão relacionadas à competição e sim à cooperação. A WSL (World Surf League) e o Mubadala Brazil SailGP Team anunciaramm uma parceria inédita com foco em ações de impacto e sustentabilidade, reforçando o compromisso com a preservação dos oceanos.“Essa parceria reforça o Mubadala Brazil SailGP Team como uma plataforma de impacto que vai além da competição. Competimos em alto nível, mas também temos o compromisso de gerar valor para a sociedade, usando o esporte como vetor de conscientização e ação. Ao lado da WSL, conectamos duas modalidades que dependem diretamente do oceano para liderar iniciativas concretas de preservação ambiental”, afirma Alan Adler, CEO do Mubadala Brazil SailGP Team e da IMM Esporte e Entretenimento.Foto: SailGPA primeira iniciativa será realizada no dia 2 de abril, a partir das 8h, com uma grande operação de limpeza da Baía de Guanabara, na região do Fundão. A ação reunirá cerca de 80 pessoas, incluindo 60 pescadores, além de pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Leia também: 1.ONG remove 25 milhões de quilos de plástico dos oceanos 2.Tratado Global dos Oceanos entra em vigor A expectativa é retirar até seis toneladas de resíduos da Baía, mais que o dobro do volume recolhido na ação realizada em 2025. Todo o material será destinado a uma cooperativa responsável pela triagem e reaproveitamento. A ação será operacionalizada pela Nas Marés, organização responsável pelas ações de impacto e sustentabilidade do Mubadala Brazil SailGP Team.A mobilização contará com a presença da bicampeã olímpica Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil SailGP Team e única mulher a comandar uma equipe na SailGP, e da surfista de ondas gigantes da WSL, Michelle des Bouillons, que concorre ao recorde mundial da modalidade.Martine Grael. Foto: Mubadala Brazil SailGP TeamPara Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina, a iniciativa reforça o papel do esporte como agente de transformação: “Unir forças com a SailGP potencializa nosso compromisso com a preservação dos oceanos e amplia o impacto positivo que a WSL quer gerar dentro e fora d’água”.A iniciativa antecede a etapa brasileira do SailGP, nos dias 11 e 12 de abril, na Praia do Flamengo, marcando a estreia da competição no Rio de Janeiro. Outras ações conjuntas serão realizadas até o Vivo Rio Pro apresentado por Corona Cero, etapa do CT da WSL, que acontece em Saquarema, entre os dias 19 e 27 de junho.A aproximação das duas entidades acontece após um ano de 2025 de muito orgulho para ambas. O time brasileiro de Vela terminou na segunda colocação da Impact League, ranking global de sustentabilidade da SailGP, um resultado histórico para o único representante do Sul Global na liga.Já no surfe, Yago Dora se tornou o 5⁰ brasileiro campeão mundial ao vencer a temporada passada do CT e conquistar, assim, o 8º título brasileiro nos últimos 11 anos, fato que reafirma o domínio da “Brazilian Storm” na WSL.O australiano Jack Robinson participa de ação de limpeza de praia em Saquarema, na etapa do WSL de 2025. Foto: Thiago Diz | World Surf League“Essa aliança entre o Mubadala Brasil SailGP Team e a World Surf League, uma liga global que impacta milhares de fãs no Brasil e ao redor do mundo, reflete valores que transcendem o esporte. É a prova de que diferentes modalidades podem se conectar, somar forças e avançar juntas por objetivos maiores, unindo duas potências em torno de um propósito comum”, destaca Mariana Britto, Diretora de Marketing, Comunicação e Impacto do Mubadala Brazil SailGP Team. Leia também: 1.Turbinas eólicas viram matéria prima para prancha de surf 2.Prancha transparente é fabricada com algas Vitórias fora d’águaA SailGP reúne duas competições ao longo da temporada: dentro d’água – com a disputa esportiva entre os catamarãs F50, os barcos mais velozes do planeta – e fora dela, com a Impact League, que avalia e premia as equipes por iniciativas em sustentabilidade, inclusão e governança.Já a WSL inicia seu calendário oficial no próximo dia 1 de abril, na etapa Rip Curl Pro Bells Beach, na Austrália. A temporada conta com mudanças importantes no circuito internacional, com novas praias entrando no mapa do surfe e um nível altíssimo de surfistas na competição.Foto: SailGPA parceria entre o Mubadala Brazil e a WSL reforça uma conexão essencial: o mesmo vento que impulsiona as velas forma as ondas, mas também leva resíduos até as praias. Tudo está conectado.Na força da tradição de duas modalidades vitoriosas e intimamente ligadas à natureza, vem também o exemplo. São 22 medalhas olímpicas e inúmeros títulos mundiais, entre eles oito no surfe nos últimos 12 anos. Agora, a disputa é outra: um só oceano. E limpo. Leia também: 1.Robôs descem ao fundo do mar contra a poluição 2.RJ recebe barreira feita com fios de cabelo para conter óleo e lixo  The post Surfe e Vela se unem para cuidar dos oceanos appeared first on CicloVivo.