Como assim um país, com pouco mais de 10 milhões de habitantes, já foi duas vezes vice-campeão do mundo? A resposta está na história da antiga Tchecoslováquia e ainda ecoa na atual seleção da Tchéquia, que volta a sonhar com protagonismo no cenário internacional.Antes da divisão do país, em 1993, a Tchecoslováquia construiu uma trajetória respeitável nas Copas. Em 1934, chegou à final na Itália e acabou superada pelos donos da casa. Quase três décadas depois, em 1962, repetiu o feito no Chile, desta vez sendo derrotada pelo Brasil de Garrincha e Amarildo. Leia Mais De guerra à Copa de 2026: Kosovo busca vaga inédita no Mundial Turquia a "um passo" da Copa: relembre última participação da seleção A um passo da Copa do Mundo, Kosovo decide vaga histórica contra a Turquia Desde a independência, no entanto, a República Tcheca, também chamada de Tchéquia, ainda busca reconstruir esse peso histórico. O país teve momentos relevantes, como o vice na Eurocopa de 1996 e participações em Copas mais recentes, mas nunca mais chegou perto de repetir o impacto global dos tempos de Tchecoslováquia. O próximo capítulo dessa história será escrito em casa. Nesta terça-feira, 31 de março, às 15h45 no horário de Brasília, em Praga, a Tchéquia enfrenta a Dinamarca em um confronto direto que vale vaga na Copa do Mundo de 2026. A partida, válida pela repescagem europeia, coloca frente a frente duas seleções acostumadas a incomodar favoritos. E, mais de 60 anos depois, a República Tcheca, como um país renascido, tenta ao menos voltar ao palco principal.Os maiores artilheiros da história das Copas do Mundo