O Bitcoin volta a cair nesta segunda-feira (30) para a casa de US$ 66 mil, caminhando para chegar ao seu sexto mês seguido de perdas, igualando um recorde ocorrido entre agosto de 2018 e janeiro de 2019 como mais longa sequência de quedas mensais da história.Neste cenário, o Bitcoin opera com queda de 1,6%, cotado a US$ 66.268. Em reais, o BTC é negociado a R$ 347.300, segundo dados do Portal do Bitcoin. O resto do mercado acompanha o dia negativo, com o Ethereum caindo 1,5%, cotado a US$ 2.022, ao passo que a Solana recua 4% e o XRP tem queda de 2,9%.Investidores seguem reagindo às tensões no Oriente Médio, com o petróleo subindo para o nível de US$ 104, assim como o ouro e prata também avançam. O choque energético tem elevado os temores de inflação global e desaceleração econômica, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram e o dólar se fortaleceu como principal ativo de proteção. Ambiente perfeito contra os ativos de risco como criptomoedas.Ainda assim, o dia é ligeiramente positivo para as ações nos EUA após uma reportagem do Wall Street Journal afirmar que o presidente Donald Trump teria dito a seus assessores que estava disposto a encerrar os ataques no Oriente Médio, mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse praticamente fechado.A informação chegou a fazer o Bitcoin subir durante a madrugada, mas o otimismo foi embora depois que autoridades israelenses disseram estar preparadas para “continuar operando pelas próximas semanas”. Mesmo assim, os futuros dos índices americanos seguem em alta.Além disso, o presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, trouxe algum alívio aos investidores, afirmando na segunda-feira que considera a atual perspectiva de inflação sob controle e que não há necessidade, neste momento, de aumentos nas taxas de juros.Pesa ainda no mercado o fechamento de trimestre, que costuma ter investidores e fundos ajustando suas posições, aumentando a volatilidade. Com o Bitcoin acumulando, neste momento, queda de 0,4% em março, será uma decisão bem apertada se a criptomoeda chegará ao sexto mês seguido negativo ou conseguirá quebrar a sequência.Investidores no negativoUm relatório da CEX.IO divulgado ontem mostrou que quase metade de todo o Bitcoin em circulação hoje está valendo menos do que no momento em que foi comprado, ou seja, cerca de metade dos investidores está com perda acumulada.A plataforma afirma que seu Bitcoin Impact Index, indicador que mede o nível de estresse financeiro no mercado com base em dados on-chain, fluxo de ETFs, derivativos e liquidez, subiu 13 pontos na semana passada, para 57,4, entrando na chamada zona de “alto impacto”.Segundo o relatório, esse patamar historicamente esteve associado a momentos de venda ampla no mercado, como os vistos em 2018, 2022 e no começo deste ano. A leitura da CEX.IO é que o estresse voltou a se espalhar por diferentes grupos de investidores, inclusive aqueles que costumam ser mais resilientes em ciclos de baixa.O dado mais chamativo é que 47% da oferta total de Bitcoin está atualmente “underwater”, isto é, com preço abaixo do custo de aquisição. O relatório também afirma que mais de 4,6 milhões de BTC pertencentes a investidores de longo prazo — carteiras que carregam moedas há mais de seis meses — passaram a ficar no prejuízo, o equivalente a cerca de 30% dos saldos desse grupo. As perdas realizadas por esses investidores na semana passada foram as piores desde 2023.Liquidez sem vender as suas criptos: se você investe pensando no longo prazo, sabe que desmontar posição tem custo. Com o CriptoCrédito do MB, suas criptos viram garantia para um empréstimo liberado de forma rápida. Dinheiro em até 5 minutos, sem burocracia, direto no app! Conheça agora!O post Bitcoin hoje: BTC cai para US$ 66 mil e caminha para 6º mês seguido de queda apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.