Vale (VALE3) atualiza projeções e vê metais básicos ganharem peso no resultado; entenda

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A Vale (VALE3) atualizou suas projeções de longo prazo sobre a potencial contribuição da subsidiária Vale Base Metals (VBM) no resultado consolidado, com foco em geração de caixa e maior participação nos números.Segundo fato relevante divulgado nesta terça-feira (31), a expectativa é de que a VBM responda por aproximadamente 30% a 35% do Ebitda da companhia a partir de 2035. A projeção considera premissas como preços de longo prazo de commodities, especialmente cobre, níquel e ouro, com base em estimativas de analistas do mercado financeiro, além das perspectivas de aumento de produção.No curto prazo, a Vale também atualizou a sensibilidade de geração de caixa da VBM. Para 2026, a empresa estima que o fluxo de caixa livre da subsidiária fique entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão, em termos reais.Esse intervalo leva em conta diferentes cenários de preços das principais commodities: o cobre pode variar entre US$ 11,6 mil e US$ 13,2 mil por tonelada, o níquel entre US$ 15 mil e US$ 18,1 mil por tonelada, e o ouro entre US$ 4,3 mil e US$ 5,5 mil por onça troy.A companhia ressaltou, porém, que as projeções envolvem incertezas, podendo sofrer mudanças relevantes conforme condições de mercado, cenário macroeconômico e desempenho operacional.Metais básicos no centro da estratégiaA mineradora já vinha sinalizando aos investidores que a Vale Base Metals estaria cada vez mais no centro da estratégia de crescimento.“Os metais básicos estão no centro da nossa ambição de crescimento e criação de valor”, afirmou Gustavo Pimenta, CEO da Vale, durante teleconferência sobre os resultados do 4T25.“Estamos extremamente confiantes de que conseguiremos destravar ainda mais valor ao executar nossa estratégia de longo prazo [para a VBM]”, apontou.No quarto trimestre de 2025, o Ebitda consolidado da mineradora somou US$ 4,8 bilhões, alta de 17% na comparação anual. A divisão de metais básicos, por sua vez, mais que dobrou o resultado, para US$ 1,4 bilhão.Questionado sobre a possibilidade de um IPO da subsidiária, Pimenta indicou que a prioridade, neste momento, é execução operacional e avanço dos projetos. “Nosso foco agora é continuar entregando resultados, operar bem os ativos e acelerar o programa de crescimento. Eventuais transações de mercado de capitais serão avaliadas no momento adequado”, disse.