Empreendedoras negras no Brasil faturam quase 60% menos que homens brancos, aponta Sebrae

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As mulheres negras donas de negócios no Brasil têm um faturamento, em média, 59% inferior ao de homens brancos e 46% abaixo do registrado por empreendedoras brancas. É o que aponta um estudo do Sebrae realizado a partir de dados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua).Segundo o levantamento, o recorte racial impacta a posição que as mulheres assumem na manutenção das famílias. Entre as empreendedoras negras, 58% são chefes de domicílio, enquanto entre as mulheres brancas donas de negócio esse percentual cai 8 pontos percentuais (p.p.).Os dados da PNAD Contínua indicam que as desigualdades raciais também aparecem no nível de escolaridade das mulheres à frente de negócios. Entre as brancas, 48% possuem ensino superior incompleto ou mais, contra 25% das mulheres negras.“O cenário do empreendedorismo feminino no Brasil é de vitalidade e de crescimento, com mulheres demonstrando capacidade de formalizar e gerir seus negócios e assumir a chefia de seus lares. Contudo, as barreiras raciais e de gênero persistem e se manifestam em rendimentos consideravelmente menores e em um acesso desigual à educação superior para mulheres negras”, afirma a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho.Atuamos com empenho para fortalecer as oportunidades de crescimento e de autonomia dessas mulheres, por meio de garantias no acesso ao crédito, capacitações e consultorias.Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae NacionalDados da pesquisaMulheres negras donas de negócio: 57,9% são chefes de domicílio, 29,6 % são cônjuges.Mulheres brancas donas de negócio: 49,5 % são chefes de domicílio, 36,4% são cônjuges.Renda média dos empreendedores e empreendedoras no Brasil segundo o recorte racial e de gênero:Homens brancos: R$ 5.143,68Mulheres brancas: R$ 3.874,44Homens negros: R$ 2.868,40Mulheres negras: R$ 2.090,16