Confirmado como candidato a vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disse estar “muito feliz e satisfeito” em repetir a chapa de 2022.“Estava mais ou menos encaminhado. Agora, ele (Lula) também não me falou que ia falar na reunião dos ministros, mas fiquei honrado com o convite para integrar a chapa. E vamos suar a camisa para ter a oportunidade de trabalhar pelo País”, disse Alckmin, que deixa nesta semana o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta que acumulou nos últimos três anos e três meses com a Vice-Presidência.“Eu não vejo disputa como mata-mata, pá-pá-pá, quem sobrou? Ou corrida de cavalo, quem põe o focinho na frente? Não. Uma campanha é um ato de amor, você quando sai candidato, é amor ao País, amor ao povo”, prosseguiu.Sobre seu sucessor no MDIC, Alckmin não cravou o nome, e brincou: “O sucessor aqui no MDIC é Márcio“. Os dois possíveis sucessores dele se chamam Márcio – o atual secretário-executivo da pasta, Márcio Elias Rosa, e o atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França. Ele disse que o presidente Lula está tendo as últimas conversas para definir o substituto e deve anunciar até o próximo sábado (4).Democracia versus ditaduraAlckmin afirmou que “a campanha é o momento alto da vida pública” porque o eleitor vai poder comparar governos“. Em seguida, afirmou que a comparação deve ser feita em todos os setores, incluindo o meio ambiente e a defesa da democracia. Ele sinalizou que a chapa com Lula deverá utilizar a tentativa de golpe de Estado cuja participação levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a ser condenado pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STF). O filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é o principal adversário de Lula na corrida ao Planalto.“Nós salvamos a democracia. Isso é a realidade. Então, democracia versus ditadura, autoritarismo. Aliás, quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acredita no povo, para que disputar?”, questionou. “Estamos preparados para no momento adequado fazer a comparação“, completou.Ainda segundo Alckmin, é natural que um país como o Brasil tenha vários candidatos a cargos majoritários. Ele ponderou apenas que no futuro será necessário reduzir o número de partidos políticos. “Há um pluri, um multipartidarismo exagerado”, afirmou em conversa com jornalistas, após ser indagado sobre a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da Republica. Questionado sobre pesquisas eleitorais apontarem Flávio Bolsonaro na dianteira em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin respondeu: “Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente“. Mesmo assim, ele disse que o que vai valer mesmo é depois que começar a campanha eleitoral.