Especialista: Fim da Otan tornaria a Rússia principal ameaça para a Europa

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A especialista em Direito Internacional Priscila Caneparo afirmou que uma possível saída dos Estados Unidos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) posicionaria a Rússia como principal ameaça para países da Europa. Em entrevista ao CNN 360°, Caneparo analisou as recentes declarações de Donald Trump sobre a aliança militar ocidental.A especialista também alertou para o risco de que, com uma possível legitimação internacional vinda dos Estados Unidos, o presidente russo Vladimir Putin possa se sentir confortável para avançar em outras regiões além da Ucrânia. “Se a Otan de fato vier a desaparecer em uma perspectiva prática, qualquer um dos países europeus vai ser ou poderá ser alvo do Putin sem que isso tenha uma defesa coletiva”, advertiu.Segundo a especialista, o cenário geopolítico atual está significativamente alterado, principalmente na relação entre Estados Unidos e Europa. “Se outrora o apoio mútuo era quase que uma certeza no ambiente internacional, hoje a gente já não vê essa situação, principalmente por conta que Trump costuma atacar muito o papel da Otan em relação à segurança na Europa”, explicou.Caneparo destacou que Trump tem proferido ameaças constantes contra a Europa, chamando-a de “civilização em decadência” e gerando insegurança no mercado global. A especialista ressaltou que o maior temor europeu não vem da ameaça dos Estados Unidos, mas sim da Rússia, que pode tomar cerca de 20% do território ucraniano. Leia Mais França: Otan é para defesa coletiva, não para ação no Estreito de Ormuz Análise: Pressionado, Trump ameaça aliados e o futuro da Otan Donald Trump pode retirar os Estados Unidos da Otan? A professora observou que a Europa já começou a se reorganizar militarmente diante da insegurança provocada pelas declarações de Trump. “Quando Trump volta à Casa Branca no ano passado e principalmente quando ele começa a questionar os gastos militares com a Ucrânia, a Europa começa a se remodelar internamente”, afirmou.Como exemplo, Caneparo citou a Alemanha, que durante décadas não fez investimentos militares significativos, mas que no ano passado foi um dos países que mais investiu em sua estrutura militar justamente por conta da insegurança gerada pelas posições de Trump.Caneparo concluiu que a União Europeia ainda não se organizou para prever uma legítima defesa coletiva aos moldes do artigo 5º da Otan, o que coloca o continente em situação vulnerável caso a aliança militar seja enfraquecida ou desfeita. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.