Páscoa amarga: aumentos históricos nos ovos de chocolate e bombons portugueses

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Dados recentes de estudos de mercado e análises económicas indicam que o preço do chocolate ao consumidor tem registado aumentos relevantes, acima da média de inflação, com impactos diretos no orçamento das famílias nesta época festiva.Em Portugal, um estudo da DECO PROteste revelou que o preço de uma seleção de barras de chocolate aumentou cerca de 29% entre 2025 e 2026, com quatro tabletes a ultrapassarem os 10 euros no início deste ano comparado com pouco mais de 8 euros no início de 2025. O aumento nos preços tem sido atribuído a fatores como alterações climáticas, doenças nas plantações de cacau e o consequente aumento dos custos pagos aos produtores que, por sua vez, pressionam os valores ao consumidor final.Este fenómeno não se restringe a Portugal. Na União Europeia, os preços do chocolate aumentaram cerca de 18% em 2025, segundo dados oficiais de inflação alimentar, tornando‑se um dos produtos alimentares com maior subida naquele ano. Países como Espanha, França, Alemanha e outros Estados‑Membros registaram variações acima da média do índice geral de preços ao consumidor, refletindo uma tendência europeia de ajustamento de preços em resposta a choques na cadeia de produção do cacau.Especialistas em economia alimentar lembram que a produção do cacau, maioritariamente concentrada na África Ocidental, tem sido afetada por eventos climáticos extremos e pragas que reduziram a oferta global nos últimos anos, empurrando os custos da matéria‑prima para níveis elevados e, consequentemente, refletindo‑se nos preços finais do chocolate.O conteúdo Páscoa amarga: aumentos históricos nos ovos de chocolate e bombons portugueses aparece primeiro em Revista Líder.