A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou a avaliação preliminar da base de ativos regulatórios (RAB) que será utilizada no cálculo da tarifa da Copel (CPLE3) na revisão periódica de junho. A RAB preliminar foi anunciada em R$ 19,3 bilhões, 4,3% acima da estimativa do Bradesco BBI, de R$ 18,5 bilhões, número também próximo ao consenso de mercado.Os detalhes do cálculo da RAB ainda não foram divulgados, mas o BBI avalia que os fatores por trás do número acima do esperado podem incluir: (i) aceleração da entrada em operação de investimentos (capex) antes da data de corte da revisão — seis meses antes do processo — regra utilizada pela ANEEL para inclusão na base de ativos, já que projetos em construção não entram na RAB; e (ii) possíveis ganhos de eficiência no custo de alguns investimentos em relação à base de preços da reguladora, ou seja, custos efetivos menores que os parâmetros regulatórios.Leia tambémBofA eleva Vale (VALE3) para compra e vê ação a R$ 100 com alta do minérioDesde o início do conflito com o Irã, os papéis recuaram 6,6%, enquanto o minério subiu cerca de 8%, o que, na visão do banco, abre uma oportunidadePRIO, Petrobras, Brava: petroleiras sobem forte com petróleo WTI acima de US$ 110Trump prometeu uma escalada na guerra com o Irã nas próximas semanas, uma medida que pode prolongar as interrupções no fluxo de energia pelo vital Estreito de OrmuzIndependentemente dos motivos, o BBI considera o resultado um bom início para a revisão, que em breve será submetida à consulta pública e incluirá outros pontos relevantes, como despesas PMSO (Pessoal, Materiais, Serviços e Outros) regulatório.Segundo estimativas do BBI, ao considerar uma RAB maior, de R$ 19,3 bilhões, o valor presente líquido (VPL) adicional seria de cerca de R$ 820 milhões, ou R$ 0,28 por ação, equivalente a 1,7% do preço de fechamento dos papéis no dia anterior.O BofA também vê o dado como claramente positivo, já que a RAB proposta foi de R$ 19,3 bilhões, cerca de 5% acima da estimativa do banco (R$ 18,4 bilhões), implicando alta de aproximadamente 2% no valor presente líquido (VPL) em relação ao cenário-base.Segundo o banco, a revisão reforça a redução de riscos, ao indicar uma postura regulatória mais construtiva e sinalizar como os reguladores podem conduzir a decisão final em junho de 2026, com possíveis surpresas positivas também em outros parâmetros, como o PMSO regulatório.A revisão tarifária da distribuição da Copel em junho de 2026 é vista como um catalisador importante para consolidar o crescimento de lucros e da RAB no segmento de distribuição, além de reduzir o risco regulatório percebido. Nesse contexto, a RAB preliminar de R$ 19,3 bilhões representa uma surpresa positiva relevante, cerca de 5% acima do topo do guidance, reforçando a leitura de um ambiente regulatório mais favorável e inclinando os riscos para o lado positivo antes da decisão final.O BofA reiterou recomendação de compra para a Copel, com preço-alvo de R$ 21 e taxa interna de retorno estimada em 12,5%, refletindo um forte crescimento de resultados, com CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de 20% em três anos, dividend yield atrativo de 11% e retorno esperado de dois dígitos.O BBI também manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Copel, com preço-alvo de R$ 18 por ação para o fim de 2026. As estimativas e o preço-alvo seguem inalterados, por enquanto.The post Copel tem surpresa positiva em base de ativos e sinaliza revisão de tarifas em junho appeared first on InfoMoney.