Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (2) com novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã e tratativas entre o país persa e Omã para monitorar o Estreito de Ormuz. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam com salto de 7,77%, a US$ 109,03 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o Brent acumulou valorização de 3,52%. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio dispararam 11,4%, a US$ 111,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA. Na semana, o WTI subiu 18,4%. O que mexeu com petróleo hoje? No 34º dia de conflito no Oriente Médio, as tensões escalaram com novas declarações de aurtoridades dos países envolvidos no conflito. Ontem (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que manterá os ataques ao Irã sem se comprometer com um cronograma específico para encerrar a guerra.“Vamos terminar o trabalho, e vamos terminá-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse Trump, em pronunciamento, acrescentando que as forças armadas dos EUA estavam quase atingindo seus objetivos no conflito, que terminaria em duas ou três semanas, mas sem dar detalhes específicos.Segundo o New York Times, várias agências de inteligência dos EUA avaliaram nos últimos dias que o governo iraniano não está disposto a participar de negociações substanciais para acabar com a guerra.Já nesta quinta-feira, Trump afirmou que é hora de o Irã fazer um acordo “antes que seja tarde demais”, em um vídeo postado nas redes sociais. Do outro lado, o comandante-chefe do Exército do país, Amir Hatami, declarou que o quartel-general operacional do Irã precisa monitorar “os movimentos do inimigo com o máximo de pessimismo e precisão” e estar pronto para combater qualquer método de ataque.“Nenhuma tropa inimiga deve sobreviver se os adversários tentarem uma operação terrestre”, disse Hatami, segundo a mídia estatal.O Ministério das Relações Exteriores iraniano também afirmou que está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz.Vale lembrar que a guerra EUA-Israel contra o Irã interrompeu o transporte de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, que era escoado pelo Estreito, causando interrupções no fornecimento de petróleo e aumento dos preços.*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters