Os mercados retomaram nesta quarta-feira (2) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã e afirmou que deve continuar os ataques no Oriente Médio, frustrando as expectativas dos mercados. No Giro do Mercado, a jornalista Giovana Leal recebe João Ferreira, sócio da One Investimentos, para repercutir o que mexe com o humor dos investidores hoje.Trump afirmou em um discurso na terça-feira à noite (1) que os objetivos da guerra contra o Irã estão perto de serem concluídos, ao mesmo tempo deu sinais contrários de que o fim do conflito estaria próximo. Segundo o republicano, os EUA podem intensificar as ações militares no Oriente Médio dentro de duas a três semanas.“O que ele fez foi trocar um potencial cronograma de paz, por um cronograma de ataque. Sempre que isso acontece, gera um estresse, sobre a duração do conflito. A avaliação que fazemos é que um potencial final deste conflito de forma diplomática não se encerrou, mas foi colocado em espera”, disse Ferreira.Os investidores responderam a reescalada do conflito com o aumento da aversão ao risco e queda dos principais mercados globais. Já o petróleo e o dólar dispararam após o discurso de Trump.A postura mais recomendada neste momento é cautela e aguardar consolidações antes de qualquer movimento relevante, de acordo com o sócio da One Investimentos.“O cenário é de muita volatilidade e o mercado já sabe que um eventual retorno a padrões normais vai ser lento e caro”, afirmou o especialista.“Eventuais oportunidades podem surgir, mas é mais inteligente não obter participações mais expressivas em momentos de volatilidade”, complementou.No cenário nacional, os investidores acompanham a alta de 0,9% da produção industrial brasileira em fevereiro e os destaques corporativos, com Raízen (RAIZ4) e Hapvida (HAPV3) em foco.*Com supervisão de Kaype Abreu