As forças militares do Irã disseram nesta quinta-feira (2) que o Estreito de Ormuz ficará fechado no ‘longo prazo’ para os Estados Unidos e Israel. A declaração acontece um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmar que o Estreito de Ormuz permanece sob “pleno controle” de sua Marinha e rejeitar qualquer possibilidade de reabertura nas condições sugeridas pelos Estados Unidos.Em comunicado, a força disse que a via estratégica “não será reaberta aos inimigos desta nação por meio das ‘encenações ridículas’ do presidente” americano, Donald Trump. O Estreito de Ormuz está fechado há mais de um mês, desde o começo da guerra, iniciada no dia 28 de fevereiro.Trump tentou reabrir a região por diversas vezes, mas, de início, não teve apoio dos aliados, os quais ele classificou como ‘covardes’. Após a declaração, ele recebeu apoio de mais de 20 países, entretanto, na quarta-feira (1), durante coletiva, ele declarou que o Estreito vai se abrir ‘naturalmente’. Declaração que vem após ele dizer que, se os aliados quisessem petróleo, deveriam desbloquear a região sozinhos.O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo. Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Entender a geografia e o xadrez político dessa rota é essencial para explicar por que um possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar um colapso na economia global.*Com informações da Reuters