Tombo da indústria se espalha e atinge quase todos os setoresO recuo de 0,7% na indústria brasileira em fevereiro de 2026 ante fevereiro de 2025 foi puxado, sobretudo, pelas perdas nas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,3%), produtos químicos (-6,4%) e máquinas e equipamentos (-11,0%).Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta (2).Em fevereiro de 2026 ante fevereiro de 2025, houve redução na produção de 20 dos 25 ramos investigados.“Vale citar que fevereiro de 2026 (18 dias) teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior (20)”, lembrou o IBGE.Houve quedas significativas também em confecção de artigos do vestuário e acessórios (-15,1%), produtos de metal (-8,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,9%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), outros equipamentos de transporte (-9,6%), metalurgia (-2,7%), produtos têxteis (-7,2%), móveis (-7,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,3%) e impressão e reprodução de gravações (-13,5%).Na direção oposta, entre as cinco atividades com avanços, as maiores influências positivas partiram de indústrias extrativas (10,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,6%).Houve altas relevantes também em bebidas (6,2%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (4,7%).O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 37,9% em janeiro para 35,2% em fevereiro.Com Estadão Conteúdo