Dia Mundial do backup: como proteger seus dados sem usar um HD externo

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O Brasil tornou-se um dos principais alvos da criminalidade digital no mundo, ocupando atualmente a segunda posição no ranking global de ataques cibernéticos.De acordo com um estudo da Cohesity, o cenário é crítico: 84% das empresas brasileiras que sofreram invasões admitiram ter pago resgates a criminosos para recuperar dados sequestrados.Diante destes desafios, nesta terça-feira, 31, Dia Mundial do Backup, especialistas reforçam que a manutenção de cópias de segurança deixou de ser uma precaução técnica para se tornar uma estratégia de sobrevivência corporativa e pessoal. Leia Mais Meta lança óculos inteligentes com lentes de grau em parceria com Ray-Ban Dia Mundial do Backup: confira 7 dicas para manter seus dados seguros Artemis II: entenda a rede tecnológica de empresas por trás da volta à Lua Diversidade de ciberataquesO avanço de malwares sofisticados, especialmente o ransomware, tem sido impulsionado pelo uso de novas tecnologias. Gilberto Reis, COO da Runtalent, explica que a inteligência artificial mudou o patamar das ameaças. “Os ciberataques estão cada vez mais sofisticados e difíceis de detectar, muitas vezes com o uso de IA para roubar, alterar ou até destruir dados essenciais. Se antes a preocupação era a perda por questões técnicas, hoje o risco exige processos de backup bem definidos”, afirma o executivo.Segundo Reis, a IA atua como uma via de mão dupla, pois, embora automatize a defesa, permite que criminosos ganhem escala e precisão em suas ações.Para mitigar esses riscos, a recomendação primordial é a adoção da regra 3-2-1: manter três cópias dos dados (a original e duas de reserva), armazenadas em dois tipos de mídias diferentes, com uma delas obrigatoriamente fora do ambiente físico principal.Como proteger os dados?Para quem deseja abrir mão de dispositivos físicos como HDs externos, a computação em nuvem surge como a alternativa mais viável. Serviços como Google Drive, iCloud e OneDrive oferecem camadas de proteção contra falhas físicas e permitem a implementação de autenticação multifator (2FA), dificultando acessos indevidos.Além da escolha da plataforma, a eficiência da proteção depende de uma rotina rigorosa. Arquivos dinâmicos, como documentos de trabalho, exigem atualizações diárias, enquanto registros estáticos podem ser processados semanalmente. Outro ponto crucial é a imutabilidade dos dados: investir em soluções que impeçam a exclusão ou alteração indevida por períodos determinados garante a integridade da informação, mesmo que o sistema principal seja invadido.Por fim, especialistas alertam que o backup só é eficaz se for testado. Não basta armazenar; é necessário realizar testes periódicos de recuperação para garantir que, em um momento de crise, os arquivos estejam funcionais. “Mais do que armazenar dados, é preciso adotar uma estratégia contínua de proteção, que envolva boas práticas, monitoramento e testes regulares. Só assim o backup cumpre seu papel em momentos críticos”, conclui Gilberto Reis.Chatbots de IA podem sofrer ciberataques? Entenda o que são DDoS