Manifestantes no Irã acusados de violência ou atividades “terroristas” terão “prioridade no julgamento e na punição”, afirmou o chefe do judiciário do país, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, segundo a mídia estatal.Os comentários aumentam a preocupação com as milhares de pessoas que teriam sido presas durante os protestos antigovernamentais em massa.Mohseni-Eje’i passou cinco horas em uma prisão de Teerã revisando o status e os processos dos detidos recentemente, informou a emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) nesta quarta-feira (14).Ele acrescentou que os julgamentos daqueles que chamou de “os principais elementos” entre os manifestantes serão realizados publicamente. Empresa de Musk disponibiliza internet gratuita ao Irã em meio a bloqueio Trump violou direito internacional ao pedir protesto no Irã, diz embaixador Irã deve executar hoje manifestante preso em meio à onda de protestos O chefe do judiciário foi alvo de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia por violações dos direitos humanos contra o povo iraniano, incluindo a supervisão da detenção e tortura de ativistas, jornalistas e manifestantes.Mais de 18.137 pessoas foram presas desde o início dos protestos atuais, segundo a HRANA (agência de notícias da organização Human Rights Activists), sediada nos EUA.A preocupação aumenta em relação ao manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, após o Departamento de Estado dos EUA afirmar que as autoridades iranianas planejavam executá-lo hoje.Soltani não teve direito a um advogado nem a um novo julgamento após ser condenado à morte, e seu julgamento foi acelerado, segundo um familiar.Sentenças de morte apressadas e julgamentos simulados são comuns no Irã, afirmaram especialistas à CNN.Entenda a onda de protestos no Irã e o impacto para o regime