Esta CEO diz que líderes “estão fazendo tudo ao contrário” ao contratar equipes

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Agora mais do que nunca, é difícil saber o que torna candidatos atraentes em um mercado de trabalho competitivo. Embora as demissões e o desemprego permaneçam baixos no início deste ano, quem busca emprego enfrenta uma batalha difícil à medida que a inteligência artificial elimina cargos de nível inicial e os empregadores criaram apenas 50 mil vagas em dezembro. Uma fundadora diz que, mais do que competências técnicas, ser uma boa pessoa é a qualidade que torna candidatos mais interessantes para contratar.Leia também: Este CEO bilionário foi limpador de vidros e diz que o segredo é confiar na intuiçãoLeila Hormozi, fundadora e CEO da Acquisition.com, disse que aprendeu seu princípio norteador de contratação com o Ritz-Carlton. A filosofia deles é: “Nós não contratamos pessoas que sabem arrumar camas. Nós contratamos pessoas que são boas pessoas”, afirmou ela em um vídeo no Instagram para seus 1,2 milhão de seguidores.“Nosso processo era contratar as pessoas certas. Não apenas contratar pessoas, mas selecionar pessoas e depois orientá-las, não apenas colocá-las para trabalhar, mas orientá-las em relação à nossa forma de pensar”, disse Horst Schulze, cofundador da Ritz Carlton Hotel Company, ao refletir sobre como a rede global desenvolveu seu alto padrão, em uma entrevista de 2019 à Chief Executive.Hormozi diz que ecoa essa filosofia: “Quero contratar pessoas que tenham os traços naturais e às quais eu só precise ensinar as habilidades técnicas”. Hormozi cofundou a Acquisition.com com o marido, Alex, em 2021. Antes de iniciar a empresa privada de investimentos e consultoria, ela trabalhou como personal trainer e lançou as empresas de fitness Gym Launch e Prestige Labs, além da empresa de software Alan. Aos 28 anos, seu patrimônio líquido ultrapassou US$ 100 milhões, segundo ela. A Acquisition.com hoje tem um portfólio superior a US$ 200 milhões e faz parcerias com empresas para escalar e expandir negócios.“Seu negócio só é tão forte quanto as pessoas que você escolhe para liderá-lo. A forma mais rápida de destruir seu negócio é contratar as pessoas erradas”, escreveu Hormozi na legenda de um post no Instagram.Alguns líderes “estão fazendo tudo ao contrário”, acrescentou ela. “As pessoas supervalorizam habilidades técnicas e subestimam habilidades sociais e emocionais.”À medida que a inteligência artificial domina habilidades técnicas usadas em cargos administrativos, de recursos humanos, finanças e logística, competências socioemocionais como adaptabilidade e pensamento criativo e analítico estão cada vez mais em demanda, segundo pesquisas do LinkedIn. Pessoas com fortes habilidades fundamentais, como colaboração, adaptabilidade e conhecimentos básicos de matemática, normalmente aprendem mais rápido e adquirem habilidades mais complexas ao longo do tempo, mostra um estudo de Harvard de 2025 sobre desempenho e progressão de carreira no longo prazo.Outros líderes empresariais compartilham a filosofia de Hormozi.“Meu conselho às pessoas seria pensamento crítico, aprender habilidades, desenvolver seu QE [quociente emocional], aprender a se sair bem em uma reunião, como se comunicar, como escrever”, disse no mês passado o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon. “Você terá muitos empregos.”O CEO da Microsoft, Satya Nadella, também defende há muito tempo a empatia e a inteligência emocional como habilidades fundamentais no ambiente de trabalho.“O QI tem seu lugar, mas não é a única coisa necessária no mundo”, disse Nadella em uma entrevista ao CEO da Axel Springer, Mathias Döpfner, em novembro. “E sempre senti que, pelo menos para líderes, se você tem apenas QI sem QE, isso é simplesmente um desperdício de QI.”2026 Fortune Media IP LimitedThe post Esta CEO diz que líderes “estão fazendo tudo ao contrário” ao contratar equipes appeared first on InfoMoney.