Macron vai recusar convite para Conselho de Paz de Trump, diz porta-voz

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O presidente da França, Emmanuel Macron, recusará o convite para integrar o Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — o comitê que supervisionará a reconstrução de Gaza —, afirmou nesta segunda-feira um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês.“O presidente Macron de fato recebeu um convite, assim como outros. Decidimos, por ora, não participar”, disse Pascal Confavreux à CNN, em declaração a Max Foster.Diversos países receberam convites para integrar o conselho, considerado um passo-chave do plano americano, com apoio das Nações Unidas, para desmilitarizar e reconstruir Gaza, devastada pela guerra entre Israel e Hamas.O conselho, presidido por Trump, incluirá o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Leia mais Análise: Lula faz cálculo político para responder Trump Israel é convidado a integrar Conselho de Paz de Trump, dizem fontes Putin foi convidado a integrar o "Conselho de Paz" para Gaza, diz Rússia Confavreux não mencionou o custo de US$ 1 bilhão para uma vaga permanente ao explicar por que Macron está recusando o convite.Ele apontou dois motivos: “Quando se lê o estatuto, ele não se aplica apenas a Gaza, enquanto a resolução em que votamos no Conselho de Segurança das Nações Unidas tinha como foco justamente Gaza e o Oriente Médio”, afirmou.“O segundo ponto é que isso levanta preocupações muito importantes quanto à compatibilidade com a Carta das Nações Unidas.”Essa preocupação ecoa a manifestada pela ministra das Relações Exteriores da Irlanda, Helen McEntee, que advertiu no domingo que o órgão proposto por Trump “teria um mandato mais amplo do que a implementação do Plano de Paz para Gaza”.“As Nações Unidas têm um mandato único para manter a paz e a segurança internacionais, além da legitimidade para reunir países e buscar soluções comuns para desafios compartilhados. Embora não seja perfeita, a ONU e a primazia do direito internacional são hoje mais importantes do que nunca”, disse ela em nota.Análise: Conselho de Paz de Trump é armadilha para Lula | WW