Foto: Eduardo MustafaNo dia 8 de janeiro, quando se comemora o Dia do Fotógrafo, destacamos a trajetória de um profissional que transformou a paixão em profissão e construiu sua história a partir do olhar atento às pessoas e aos momentos. Roberto Severo de Oliveira, fotógrafo, nasceu em 1974, em Mirandópolis, onde construiu laços familiares, estudou, trabalhou desde cedo e consolidou uma carreira marcada pela persistência, pelo amor à fotografia e pela conexão humana que a profissão proporciona. Casado com Eloisa e pai de dois filhos, Roberto estudou nas escolas Noêmia Dias Perotti e 14 de Agosto. Ao longo da vida, enfrentou desafios, buscou oportunidades fora da cidade, voltou, recomeçou e encontrou na fotografia não apenas um meio de sustento, mas uma verdadeira paixão, que o acompanha até hoje.Quem é o Roberto de Oliveira?Sou filho do José Severo de Oliveira, conhecido popularmente como Bananeira, e da Maria dos Anjos de Oliveira. Tive uma infância muito boa, com a família sempre muito unida, algo que era um ensinamento forte do meu pai. Ele sempre dizia para a gente honrar o nosso nome, porque isso ninguém tira da gente. Tivemos dificuldades, éramos oito pessoas em casa — meus pais e seis filhos —, mas crescemos com valores muito sólidos.Você começou a trabalhar cedo?Comecei bem cedo, com nove anos. Trabalhei na casa do doutor Yoshito, cuidando do jardim. Depois tive uma experiência muito boa na banca de jornal, com o seu Ed, uma pessoa maravilhosa que me ensinou muito.E como surgiu a fotografia na sua vida?Com 20 anos fui para Birigui, porque estava difícil encontrar trabalho em Mirandópolis. Consegui uma oportunidade em uma indústria de calçados e me mudei. Lá conheci um fotógrafo que trabalhava em festas e precisava de um auxiliar para anotar nomes e telefones das pessoas. Aquilo despertou em mim o desejo de fotografar. Ele acabou me ajudando a dar os primeiros passos na área.Você ficou muito tempo na dupla jornada?Fiquei sim. Durante a semana trabalhava na indústria e, nos finais de semana, fotografava em festas. Essa primeira passagem em Birigui durou cerca de um ano. Depois voltei para Mirandópolis, mas fiquei apenas mais um ano, pois as oportunidades ainda eram poucas. Então decidi retornar a Birigui. Nessa segunda vez, fiquei cerca de nove anos. Mantive a dupla jornada principalmente para conseguir me capitalizar, investir em bons equipamentos e, aos poucos, focar totalmente na fotografia. Foram bons tempos e de muito aprendizado.Quando você retorna definitivamente para Mirandópolis?Voltei por volta de 2005, já na era digital, que marcou um novo momento para a fotografia e também para a minha carreira. Desde então, nunca mais parei.O que a fotografia te ensina no dia a dia?Meu filho sempre diz que eu não trabalho apenas por necessidade, mas por amor à fotografia. E isso é verdade. Muitas vezes eu até “paguei para fotografar” (risos). Eu gosto de conversar, dar risada, conhecer pessoas, e a fotografia sempre me permitiu isso. Esse contato humano é algo que sempre me encantou na profissão.Qual é a sua especialização hoje?Minha principal especialização é fotografia de casamentos, mas ao longo da carreira fiz cursos em várias áreas. Trabalhei muitos anos em estúdio, fotografando bebês, algo que hoje não faço mais. Atualmente estou focado em eventos e ensaios fotográficos, especialmente para gestantes e casais. As pessoas podem me encontrar pelo Instagram @robertooliveira4142 ou pelo telefone/WhatsApp (18) 99156-3671.Que mensagem você deixa, especialmente no Dia do Fotógrafo?Independentemente da profissão, faça tudo com amor para alcançar excelência no trabalho. Quando fazemos algo com amor, a chance de prosperar é muito maior. E é fundamental ter persistência. As dificuldades fazem a gente crescer, por isso não podemos desistir na primeira queda.O post Entre cliques e histórias, Roberto Oliveira construiu sua trajetória na fotografia apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.