O verão passou despercebido para Valerie Zeko quando ela tinha 27 anos, enquanto ficava prostrada no sofá assistindo TV em vez de ver amigos ou explorar a praia nublada perto de sua casa. Mais tarde, ela descobriu que esse período foi seu primeiro episódio de depressão.“Eu sentia como se a névoa estivesse tanto na minha cabeça quanto lá fora”, diz Zeko, hoje com 57 anos, descrevendo o transtorno do humor que sufocaria sua felicidade, motivação e autoestima por 28 anos até finalmente encontrar um tratamento eficaz. Leia Mais Saúde mental é prioridade para brasileiros em 2026, aponta estudo Depressão na adolescência: o que os jovens sentem e ninguém vê Cientistas acham interruptor da ansiedade e desligam o transtorno em ratos “Tudo na minha vida parecia perfeito e maravilhoso, mas minha cabeça estava cheia desse diálogo interno realmente ruim e negativo constantemente”, Zeko contou à CNN. “Eu sentia como se toda minha vida estivesse desmoronando ao meu redor. Não conseguia fazer as tarefas em casa.”Quando Zeko procurou ajuda pela primeira vez em 2011, seu médico prescreveu o antidepressivo bupropiona, que ela tomou de forma intermitente por vários anos. O medicamento a fazia se sentir mais energizada, mas às vezes esse estímulo se transformava em ansiedade. Em seguida, Zeko e um psiquiatra tentaram combater seu transtorno de humor com uma série de outros sete antidepressivos.“Eles simplesmente ou não funcionavam, ou pioravam a situação, ou me faziam ter pensamentos suicidas”, afirma. Outros efeitos colaterais “horríveis” incluíam problemas urinários, dores de cabeça, pesadelos, dormência emocional e fadiga, relatou Zeko.A situação de Zeko se enquadra no que os especialistas chamam de depressão resistente ao tratamento, que não é um diagnóstico formal separado do transtorno depressivo maior. Em vez disso, os especialistas podem usar o termo, ou DRT, para caracterizar a depressão que não melhora com um ou mais tratamentos convencionais validados, explicou o psiquiatra Brandon Bentzley, cofundador e diretor científico da Magnus Medical, uma empresa de neurotecnologia. Quase um terço dos 332 milhões de pessoas com depressão no mundo se enquadram na categoria resistente ao tratamento.O ano de 2023 foi quando a depressão de Zeko “estava realmente ruim, quando eu estava desesperada”, conta.Embora Zeko nunca tenha contemplado tirar a própria vida, ela começou a compreender por que dois conhecidos que morreram por suicídio haviam considerado essa opção.Foi então que um amigo recomendou que Zeko se inscrevesse em um ensaio clínico controlado e randomizado que testava uma terapia inovadora de cinco dias para depressão resistente a tratamento no Laboratório de Estimulação Cerebral da Universidade Stanford, na Califórnia. Chamado SAINT (Terapia de Neuromodulação Inteligente Acelerada de Stanford), o tratamento envia pulsos magnéticos rápidos a uma região específica do córtex pré-frontal do paciente. O córtex pré-frontal é uma região central para o processamento e regulação emocional e cognitiva; acredita-se que sua disfunção seja um aspecto fundamental das causas da depressão.Logo na primeira semana após receber o tratamento SAINT em novembro de 2023, a capacidade de Zeko de aproveitar a vida — cuja ausência é um sintoma característico da depressão — melhorou significativamente.“Poucos dias depois, toda a minha família celebrou o Dia de Ação de Graças em São Francisco, e alugamos bicicletas elétricas para atravessar a ponte Golden Gate”, afirma Zeko. “Eu já tinha feito isso antes e nunca tinha gostado. Sempre pensava: “Nossa, minha bunda dói, está congelando, está barulhento, mal posso esperar isso acabar”.”“Desta vez, foi uma experiência completamente diferente”, acrescenta Zeko. “Eu pensei: ‘Quero fazer novamente tudo o que sempre fiz, porque agora é muito melhor’.”A paciente Valerie Zeko está sentada na sala de tratamento do Laboratório de Estimulação Cerebral da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, no dia 12 de janeiro • Carolyn Fong para CNNZeko não foi a única participante a se beneficiar do estudo, cujos resultados foram detalhados em uma pesquisa publicada hoje na revista World Psychiatry. Metade dos 24 participantes do grupo de tratamento alcançou remissão um mês após se submeter ao SAINT, em comparação com cerca de 21% das 24 pessoas do grupo que recebeu placebo.“Elevamos o tratamento da saúde mental ao mesmo nível de medicina de precisão do resto da medicina”, afirmou Bentzley, um dos principais desenvolvedores do SAINT e autor principal do primeiro ensaio clínico randomizado da terapia, publicado em 2021.A empresa de Bentzley, Magnus Medical, detém a licença do SAINT.“Nós temos as ferramentas para… realmente entender o cérebro humano de forma individualizada, usar esse conhecimento e aplicá-lo em tratamentos da mesma forma que um cardiologista ou cirurgião cardiotorácico faria com o coração”, acrescentou Bentzley.Geralmente, quanto mais tratamentos uma pessoa com depressão persistente já tentou, menor a probabilidade de que a próxima terapia funcione, o que pode intensificar sentimentos de desesperança, segundo Ian Kratter, autor principal do novo estudo.“Demonstrar que um tratamento pode ajudar pessoas mesmo nessas circunstâncias é uma mensagem incrivelmente poderosa para pacientes que estão sofrendo”, acrescentou Kratter, professor assistente clínico no departamento de psiquiatria e ciências comportamentais da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford.O Dr. Ian Kratter está em um corredor do Laboratório de Estimulação Cerebral da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, no dia 12 de janeiro • Carolyn Fong para CNNO desenvolvimento do SAINT para depressão resistente ao tratamentoA maioria dos principais tratamentos de saúde mental — como alguns antidepressivos ou a terapia eletroconvulsiva — foram descobertos acidentalmente quando inicialmente estavam sendo usados para outras doenças, particularmente a infecção bacteriana tuberculose, segundo Bentzley. Em contraste, a formulação do SAINT envolveu “um verdadeiro processo de engenharia baseado no funcionamento do cérebro”, ele acrescentou.“Começamos esse processo no início dos anos 2010”, diz Bentzley. A equipe à qual Bentzley se refere era liderada pelo neurocientista Nolan Williams, que morreu por suicídio em outubro aos 43 anos. Williams fundou o Laboratório de Estimulação Cerebral de Stanford, que se tornaria o centro do SAINT, em 2015. Ele havia enfrentado depressão, mas nunca se submeteu à sua própria terapia.“Nolan era um cientista incrível, mas era um curador antes de ser um cientista. Isso era, de longe, mais importante para ele”, diz Kratter. “Ele queria que as pessoas melhorassem mais rapidamente.”A equipe explorou qual área do cérebro poderia ser modificada para tirar alguém da depressão e fazê-lo voltar ao normal de forma não invasiva, com efeitos colaterais mínimos ou inexistentes, segundo Bentzley.A tecnologia SAINT primeiro obtém uma ressonância magnética estrutural e funcional do cérebro, sendo que esta última fornece uma visão de como diferentes partes estão se comunicando entre si, explicaram Bentzley e Kratter.Valerie Zeko (à esquerda) e o Dr. Ian Kratter na sala de tratamento do Laboratório de Estimulação Cerebral • Carolyn Fong para CNNA ressonância magnética ajuda a identificar a localização da conexão mais forte entre o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo e uma sub-região mais profunda, o cíngulo subgenual, que está associado à depressão, segundo Kratter. Os pesquisadores então enviam milhares de sinais rápidos, ou pulsos, para essa localização através da bobina eletromagnética dentro do estimulador no couro cabeludo do participante, explicou Bentzley. Esses sinais fazem com que as conexões se tornem mais fortes, tratando assim a depressão.Este processo é administrado em dez sessões de 10 minutos por dia durante cinco dias consecutivos, o que é mais rápido que a estimulação magnética transcraniana convencional, que é menos precisa. A EMT convencional pode levar de dois a três tratamentos de uma hora semanalmente durante quatro a seis semanas, de acordo com Nina Kraguljac, presidente do conselho de pesquisa da Associação Americana de Psiquiatria. Kraguljac, que não participou do estudo, acrescentou que o cronograma pode ser difícil para clínicas com poucos funcionários ou que funcionam apenas durante o horário comercial, mas é mais conveniente para pacientes que precisam se ausentar de outras responsabilidades.Durante a administração do SAINT, alguns pacientes não sentem nada, enquanto outros sentem um leve desconforto ou dor. “Era como se todo o meu cérebro fosse um elástico e eles estivessem puxando e soltando, e ele voltava com força”, diz Zeko. “Os estalos eram muito dolorosos, mas tão curtos que não eram um problema.”As crescentes evidências para o SAINTO último ensaio clínico soma-se a vários anos de suporte científico para o SAINT.No segundo ensaio clínico do SAINT, que teve 21 participantes mas nenhum grupo de controle, 90,5% dos participantes entraram em remissão, segundo Bentzley. Isso abriu caminho para o primeiro ensaio controlado randomizado do SAINT que também foi duplo-cego, significando que nem os participantes nem os pesquisadores sabiam quem estava recebendo qual tratamento.O tratamento placebo replica todos os aspectos do SAINT, exceto pelo campo magnético que entra completamente no cérebro do paciente, explicou Bentzley. Em vez disso, apenas uma pequena parte penetra.O FDA (órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o SAINT como terapia para depressão resistente ao tratamento em setembro de 2022 — tornando-o o primeiro sistema de neuromodulação não invasiva rápida para depressão resistente. A terapia está atualmente disponível em 17 clínicas nos Estados Unidos.“Esperamos dobrar esse número até o final de 2026”, diz Bentzley.O novo estudo replicou resultados anteriores, mas em uma população maior, segundo Kratter.“Acredito que este estudo será um marco em termos de como pensamos sobre os mecanismos da EMT e como podemos personalizar tratamentos usando marcadores biológicos no cérebro”, afirma Kraguljac, que também é vice-presidente executiva do departamento de psiquiatria e saúde comportamental da Universidade Estadual de Ohio.O estudo também mediu de forma mais objetiva os potenciais efeitos do SAINT no cérebro, realizando eletroencefalogramas (EEGs) antes e depois do teste. Esses exames envolvem a colocação de pequenos eletrodos no couro cabeludo para registrar a atividade elétrica no cérebro.Os EEGs descobriram que o SAINT “teve um efeito muito interessante” nas ondas cerebrais beta, segundo Kratter — ondas cerebrais de frequência relativamente alta associadas ao foco, tomada de decisão e concentração. A hiperatividade nas ondas beta tem sido relacionada à depressão e ansiedade.O tratamento diminuiu a potência beta especificamente no “córtex cingulado anterior esquerdo, que é conhecido por ser importante na regulação da emoção e do humor”, explicou Kratter. “Quanto mais alguém melhorava, maior era a redução na faixa beta no EEG.”Além disso, participantes com maior potência beta nessa região antes do tratamento tinham mais probabilidade de melhorar, diz Kratter. Se esses resultados forem replicados, as medidas de EEG podem ajudar a prever os participantes e momentos ideais para o tratamento.“Sinto como se tivesse saído de uma névoa densa”, afirma Zeko. “Clareza e paz são as principais coisas que sinto em meu cérebro agora. Não há mais um diálogo negativo constante em minha mente.”Pensamentos sobre eventos tristes pararam de causar espirais que duravam dias, e tarefas que antes pareciam insuperáveis deixaram de ser motivo de preocupação.“Uma das coisas que mandei mensagem foi: ‘Cheguei em casa e desfiz a mala imediatamente, e não deixei ela parada lá por tipo um mês'”, diz Zeko, referindo-se às mensagens que enviou para seus amigos.“O que não sabemos é infinito”Embora o último estudo ajude a explicar como o SAINT funciona para algumas pessoas, “o que não sabemos é infinito”, diz Bentzley. “As pessoas que não melhoram, seus cérebros se parecem muito mais com o que chamamos de “controles saudáveis”, ou pessoas que não têm depressão. E isso não significa que elas não tenham depressão.”Isso significa que a neurobiologia da depressão pode variar de pessoa para pessoa, mesmo que elas apresentem os mesmos sintomas. Se essa variabilidade realmente influencia como um paciente responderá a diferentes tratamentos, a psiquiatria pode precisar avançar na forma como a depressão é diagnosticada e, consequentemente, tratada, afirmou Bentzley.Os achados do EEG “ainda devem ser vistos como altamente preliminares”, afirma Paul Holtzheimer, professor de psiquiatria da Escola de Medicina Geisel da Universidade de Dartmouth, em New Hampshire. “Pode ser um mecanismo do SAINT ou pode ser um achado genérico quando a depressão melhora, independentemente do que causa a melhora.”A população do estudo também era majoritariamente branca, relativamente bem educada e tinha poucas condições coexistentes, segundo Holtzheimer — então como o SAINT pode funcionar para grupos mais diversos ou com mais de um diagnóstico ainda não está totalmente claro, embora este não fosse o objetivo do estudo. Estudos futuros comparando o SAINT com a EMT convencional e outros tratamentos para depressão também são necessários, embora o SAINT pareça superar outros em termos de quão substancialmente alguns pacientes se recuperam em um curto período de tempo, acrescentou.“A taxa de remissão de 50% é notavelmente maior do que o que vimos em outros estudos”, acrescentou.Os pesquisadores também excluíram pacientes que estavam agudamente suicidas ou que haviam tentado suicídio no ano anterior ao estudo, observou Holly Lisanby, reitora fundadora e Professora da Fundação da Escola de Medicina e Engenharia Médica John Shufeldt da Universidade Estadual do Arizona.A exclusão por questões de segurança dos participantes é normal em estudos experimentais, acrescentou Lisanby, que não participou do estudo — mas a tendência suicida também é importante considerar ao comparar o SAINT com outros tratamentos no futuro.A durabilidade pode variarO que ainda precisa ser verificado é uma evidência mais consistente sobre quanto tempo os benefícios do SAINT irão durar. A remissão após apenas um ciclo de tratamento de cinco dias tem durado de alguns meses a anos para alguns participantes de diversos ensaios clínicos. Outros precisaram de ajustes pontuais para permanecer em remissão por um ano, segundo Bentzley.“Para outras pessoas”, ele acrescentou, “é uma batalha difícil que requer muito mais do que apenas um tratamento neurobiológico, mas também reintegração psicológica, tratamento ocupacional e tempo para reaprender aspectos importantes de como viver uma vida com genuína remissão da depressão.”A recaída na depressão não é uma questão exclusiva do SAINT; os sintomas podem reaparecer mesmo com tratamentos convencionais.A experiência de Willow, que tem depressão resistente ao tratamento, pode representar algumas dessas incógnitas. Willow participou do último ensaio clínico randomizado controlado em julho de 2023, mas nunca foi informada se recebeu o tratamento SAINT ou o placebo. Essa confidencialidade é padrão para tais estudos.Apesar dessa falta de informação, Willow acredita que passou pelo tratamento SAINT devido às mudanças em sua saúde mental durante e após o estudo.(Da esquerda para a direita) Dr. Christopher Austelle, a paciente anônima Willow e o Dr. Ian Kratter na sala de tratamento do Laboratório de Estimulação Cerebral • Carolyn Fong para CNN“Na quarta manhã, saí da ressonância magnética para ir à clínica, e um esquilo correu na minha frente, e eu realmente disse ‘Olá, esquilo’ e sorri”, lembra Willow, que pediu para não ter seu nome completo divulgado por questões de privacidade.“Eu simplesmente parei no meio do caminho porque sorrir às vezes parece, com depressão, algo não natural”, acrescenta Willow, que tem 43 anos e mora na Califórnia. “O fato de eu me importar com aquele pequeno esquilo e pensar “Oh, que coisa fofa” — eu pensei, “Meu Deus, isso é definitivamente algo diferente.””O mundo de Willow se tornou mais vibrante no geral, e ela começou a ficar mais atenta e presente com sua família e com os outros pais nos jogos de futebol.O tratamento “foi benéfico para mim por cerca de cinco meses, mas infelizmente, comecei a notar minha depressão retornando”, conta WillowOs pesquisadores retiraram Willow do estudo e ofereceram outra sessão de SAINT em fevereiro de 2024, que aliviou seus sintomas por cerca de seis meses. Desde outubro de 2024, ela tem controlado sua depressão com tratamentos semanais de cetamina administrados por um médico.Agora, mais de dois anos após Zeko receber o SAINT, ela começou a sentir-se deprimida novamente nos últimos seis meses, segundo relatou. No entanto, seus sintomas podem ser apenas consequência da perda de seu emprego dos sonhos e do trabalho atual não ideal, em vez de sinais de uma recaída, explicou. Ela tem tentado conseguir que seu seguro cubra uma possível nova rodada de SAINT, mas diz que a empresa negou seu pedido, alegando que ela não explorou suficientemente todas as suas opções. Stanford está ajudando-a a contestar a decisão da seguradora, afirmou.O que o SAINT pode significar para a psiquiatriaKratter e Bentzley estão otimistas sobre o que os ensaios do SAINT podem significar para a população mais ampla com depressão resistente ao tratamento, mas outros obstáculos permanecem — incluindo conscientização e cobertura de seguro.Das pessoas nos EUA que necessitam de estimulação magnética transcraniana, apenas 0,7% a recebem, segundo Bentzley. “Essa tecnologia existe há quase duas décadas com aprovação do FDA e possui uma montanha de evidências.”A terapia SAINT geralmente não é coberta pela maioria dos planos de seguro privados, mas algumas empresas estão considerando ou oferecendo cobertura em alguns estados. O Medicare cobre o SAINT em ambientes hospitalares ambulatoriais. Sem seguro, um curso de SAINT pode custar aproximadamente de US$ 16.000 a mais de US$ 30.000, afirmou Bentzley. A terapia está disponível apenas através de clínicas apoiadas pela Magnus Medical ou em ensaios clínicos apoiados pela Magnus Medical ou Stanford, acrescentou. “Existem várias clínicas que anunciam que fornecem SAINT, mas na verdade não o fazem.”“A esperança é que as tecnologias de estimulação cerebral… possam ser antecipadas no chamado algoritmo de tratamento”, diz Kratter, referindo-se ao tratamento de pessoas com depressão resistente e aquelas que prefeririam fazer um tratamento potencialmente único como o SAINT, em vez de tentar medicamentos e experimentar efeitos colaterais negativos.No entanto, ainda não foi estudado se o SAINT também poderia ser um tratamento de primeira linha para depressão em geral.“Todos nós sonhamos com uma grande mudança cultural na forma como tratamos essa população, e meu lado otimista quer ver isso acontecer rapidamente”, diz Bentzley. “Mas historicamente, esse tipo de mudança leva várias décadas.”Estimulação do nervo vago é opção para tratar depressão