CSN quer vender ativos para diminuir dívida, mas execução é questionada e ação cai

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As ações da CSN (CSNA3) começaram o dia em alta. Às 10h20, o papel chegou a ser negociado por R$ 10,72. Em menos de duas horas, o cenário virou de ponta cabeça e a alta foi revertida. Por volta de 12h30, a ação chegou a R$ 9,75. A baixa foi amenizada, com as ações indo a R$ 10,15, ou baixa de 1,17%. A montanha-russa aconteceu em meio à divulgação do plano estratégico da companhia para reduzir o endividamento da empresa — o que não agradou o mercado.O plano, anunciado antes da abertura do mercado, é construído em torno de um programa de desinvestimentos. O objetivo da companhia é o de levantar entre cerca de R$16 bilhões e R$18 bilhões para reduzir por volta de 50% de sua dívida líquida de R$37,5 bilhões até 2026, com vendas de ativos.Leia tambémCSN quer reduzir endividamento em R$15 bi a R$18 bi com venda de ativosConselho de administração da empresa autorizou ‍a companhia a iniciar um projeto de alienação ​estruturada ‌de ativos importantesA estratégia faz parte de um plano de longo prazo que poderá dobrar o EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em oito anos e reduzir a alavancagem, combinando desinvestimentos em ativos e melhorias operacionais de rentabilidade em suas unidades de negócio e demais segmentos.Apesar da queda das ações, os analistas aprovaram a estratégia, ainda que tenham algumas questões no radar. O Bradesco BBI apoiou o compromisso firmado pela administração da companhia para a desalavancagem. O JPMorgan também fez um sinal positivo, mantendo a recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para títulos com vencimento em 2031 e 2032.Plano estratégicoAo longo das últimas décadas, a CSN reuniu uma série de segmentos dentro da mesma companhia. Hoje, ela acumula negócios em aço, cimento, mineração, energia e logística e cada setor tem sua parcela de contribuição na nova estratégia da empresa. O primeiro passo, de acordo com a própria empresa, é a CSN Infraestrutura.A companhia informou que pretende vender uma participação acionária relevante no segmento, que reúne sete ativos multimodais, entre ferrovias, portos e transportadoras rodoviárias. A empresa enxerga nesse negócio o maior potencial de EBITDA do grupo no médio prazo, estimado em R$ 10 bilhões e, por esse motivo, optou por uma alienação parcial.Uma das principais investidas da empresa é a de vender o controle da sua produtora de cimento, uma unidade da empresa em posição de liderança no Brasil. Segundo a companhia, essa é uma das maneiras tidas como mais eficientes para realizar a desalavancagem. A previsão é de que a assinatura do acordo com comprador aconteça entre o terceiro e quarto trimestres deste ano.Para os demais setores, a estratégia é manter e expandir os negócios. De acordo com o documento, o segmento de mineração possui uma alta geração de fluxo de caixa livre (FCF) e margens elevadas, o que justifica a decisão. Já para o setor de energia, a MANTEÇÃO se dá pelos resultados resilientes e a forte geração de caixa, um negócio de alto retorno e baixo risco.Para o aço, a CSN busca parceiros para recuperar a rentabilidade do negócio e maximizar a geração e FCF. Segundo a companhia, nesse plano pode levar mais tempo e ainda não há um cronograma definido.Foco na execuçãoApesar do plano ter sido recebido de maneira positiva, os analistas do JPMorgan alertaram para a execução da estratégia. Segundo o banco, essa não é a primeira vez que a companhia promete vender ativos e uma execução bem-sucedida ainda é importante para estabilizar os ratings (da empresa) e criar um histórico mais forte de gestão de balanço.Além das vendas de ativos, a empresa também está focada em todas as oportunidades que liberem ou ampliem o FCF, como redução de estoques e corte de custos.The post CSN quer vender ativos para diminuir dívida, mas execução é questionada e ação cai appeared first on InfoMoney.