O Sepultura anunciou o fim das atividades em dezembro de 2023. Após mais de quatro décadas de carreira, a banda iniciou em março do de 2024 a turnê de despedida “Celebrating Life Through Death” — que deve seguir até este ano e, então, encerrar a trajetória do grupo.Inúmeras razões contribuíram para que os músicos decidissem parar. Inclusive, duas outras grandes bandas inspiraram Andreas Kisser, responsável por iniciar o assunto com os colegas, nesse sentido. Durante participação de 2025 no podcast G1 Ouviu, o guitarrista, primeiramente, relembrou os motivos pessoais que o influenciaram na decisão, como a morte da esposa Patrícia Kisser em 2022 devido a um câncer no cólon. Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, ele explicou: “Foi uma decisão que eu trouxe para a mesa há uns três anos [2022] mais ou menos. São vários motivos, mas acho que tem muito a ver com a minha experiência pessoal de ter perdido a minha esposa para o câncer, do processo que foi de quimioterapia, a própria pandemia que cortou ciclos sem a gente escolher. Comecei a conversar com eles e eu falei: ‘olha, estamos chegando aos 40 anos, acho que o momento é bom’. E por que não encerrar num momento excelente com consciência?”Então, em seguida, o músico mencionou duas bandas que admira e que saíram de cena enquanto ainda estavam em alta: Cream e Led Zeppelin. Ele disse:“Eu sempre admirei muito a banda do Eric Clapton, Cream, que no auge da carreira, em 1968, anunciaram a ‘Farewell Tour’, uma despedida, e eu achei aquilo muito digno. De olhar na cara do fã e falar: ‘isso aqui acabou’. E eles nunca mais voltaram, cada um seguiu sua carreira. O próprio Led Zeppelin [acabou] com o momento da morte do John Bonham. [Fizemos isso] para não chegar num momento como esse por causa de briga, de empresário, um monte de coisa pode acontecer.”Em entrevista ao Music Thunder Vision no ano passado, Kisser já havia mencionado o Cream (via Whiplash). Sob a mesma justificativa, afirmou na ocasião:“O Sepultura chegou aos 40 anos. É uma data fantástica, um álibi. Sobrevivemos a uma pandemia fazendo o SepulQuarta. Tiramos um disco disso. E voltamos! Pensando nisso, sempre admirei muito a atitude do Cream, do Eric Clapton. Em 1968, ano que nasci! Aprendendo sobre a época, eles simplesmente pararam. Fizeram uma ‘Farewell Tour’. Sempre achei aquilo muito digno. Olhar de frente para o fã e falar: ‘Isso é o fim’. Não ficar tentando enganar, tentar mais um álbum.”Mais inspirações do SepulturaOutros dois grupos também estão inspirando o Sepultura em relação ao show final da turnê, previsto para acontecer no ano que vem, na capital paulista, em um estádio. Conversando com o Rockast, conforme transcrição do Whiplash, em 2024, Andreas Kisser mencionou a vontade de chamar ex-membros do grupo para a última apresentação e citou o Yes e o Motörhead como referências:“Não sei, cara, isso é uma coisa a se pensar. Seria legal num último show chamar todo mundo, né? Mas é uma coisa que talvez a gente trabalhe. Não é um processo agora, a gente tá muito no começo, né? Acho que seria até óbvio, né? Motörhead fez isso, Yes fez isso, várias bandas fizeram isso. Então, é uma possibilidade, estando todo mundo vivo, obviamente, né? Mas não é uma coisa que a gente está trabalhando agora.”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post As duas bandas que inspiram o Sepultura em sua despedida apareceu primeiro em Igor Miranda.